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Elvis Alves Rosa, de 22 anos, foi assassinado a tiros na frente da esposa durante a manhã do dia 3 de abril, no bairro Residencial Porto Alegre. Ele foi alvejado diversas vezes na cabeça. A hipótese é de que as vítimas estavam sendo perseguidas após furtarem drogas de faccionados da cidade.
A Polícia Militar recebeu a denúncia de que uma pessoa tinha sido baleada e começou as diligências. Duas vítimas foram encontradas feridas no local, sendo que Elvis já estava sem vida.
O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino atuou na acusação e defendeu a tese de que o crime foi motivado por razão torpe e cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima. Além do homicídio qualificado, os réus também foram denunciados por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada (pistola calibre 9 mm).
Wesley Júnior da Silva foi condenado a 31 anos de reclusão; Gabriel dos Santos Marques, a 28 anos; e Talisson Venicius Dias de Oliveira, a 24 anos de reclusão.
Segundo a denúncia do MPMT, os três réus planejaram e executaram o homicídio como forma de vingança, acreditando que a vítima teria furtado uma quantidade de entorpecentes.
No dia do crime, os acusados tentaram invadir a casa da vítima, mas sem sucesso, perseguiram Elvis, o atropelaram enquanto ele trafegava de motocicleta com sua companheira e, em seguida, efetuaram diversos disparos de arma de fogo, impedindo qualquer chance de defesa.

Trio que assassinou jovem por furtar drogas em Sorriso é condenado a 83 anos
O Tribunal do Júri condenou os três envolvidos no assassinato do jovem Elvis Alves Rosa, executado em abril de 2023, quando tinha 22 anos, em Sorriso (396km de Cuiabá). Somadas, as penas alcançam os 83 anos de reclusão. O juiz Rafael Depra Panichella, que presidiu o julgamento, decretou que o trio inicie o cumprimento da pena em regime fechado. Julgamento durou mais de 22 horas, começando na terça-feira (29) e encerando nesta quarta (30).
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