Gilmar Mendes chama atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA de ‘ato covarde’ e ‘lesa-pátria’
Decano do STF discursa contra as ofensivas dos EUA à Corte em sessão de abertura do semestre.
SÃO PAULO E BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou, na manhã desta sexta-feira, 1º, que a Corte “não se dobra a intimidações”. Em um discurso de solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, sancionado pelo governo Trump via Lei Magnitsky, o decano afirmou que atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA é um “ato covarde” e “lesa-pátria”. Ele alertou que haverá uma “resposta à altura do Estado brasileiro”.
Para o ministro, houve uma “ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro”. Mendes considera que ataques ao STF afrontam a “soberania nacional”.
Gilmar Mendes considera que os “ataque” à Corte são “retórica política barata dos acusados e seus asseclas para desacreditar o Tribunal e tentar desviar o foco do debate público dos graves fatos que estão sendo revelados pelas testemunhas e pelas provas apresentadas pela PGR”.
Em referência ao ministro Alexandre de Moraes, ele ressalta que “é fundamental defendermos aqueles que, com coragem e retidão, enfrentam essas ameaças, mesmo quando isso implica suportar o peso de críticas injustas e ataques pessoais”.
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Crédito: TV Justiça
“Ministro Alexandre tem prestado um serviço fundamental ao Estado brasileiro, demonstrando prudência e assertividade na condução dos procedimentos instaurados para a defesa da democracia”, destacou o decano.
Mendes, também afirmou que, “a fora os ataques feitos pelos apoiadores do grupo político derrotado na eleição de 2022, há ainda a desinformação fomentada pelas empresas de tecnologia”.
Segundo o ministro, “este Tribunal, num passado recentíssimo, ainda presente entre nós por força da memória dos mais de setecentos mil mortos na pandemia da covid, não sucumbiu ao populismo iliberal responsável pelo trágico 8 de Janeiro – o dia da Infâmia”.
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“Aos propagadores da instabilidade e do caos, irresponsáveis e pusilânimes que se autointitulam patriotas, mas que trabalham abertamente contra os interesses de seu próprio país: não tenham dúvida de que seus atos criminosos – praticados contra autoridades constituídas e contra o povo brasileiro – receberão uma resposta à altura por parte do Estado brasileiro”, alertou o ministro.

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