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BRASÍLIA E SÃO PAULO – A Justiça da Itália decidiu, nesta sexta-feira, 1, que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) deverá aguardar o processo de extradição na prisão Rebibbia, em Roma. A Quarta Seção do tribunal romano confirmou a prisão de Zambelli durante a audiência de custódia a que ele foi submetida.
A Corte deverá analisar o pedido de liberdade da deputada licenciada em meados de agosto. Ela foi presa na última terça- feira, 29, após permanecer escondida em um apartamento em Roma, foragida da Justiça brasileira.
Nesta quinta-feira, 31, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Advocacia Geral da União tome as “providências cabíveis e necessárias” para extraditar a deputada federal.
“Considerando a comunicação da prisão da ré condenada Carla Zambelli Salgado de Oliveira na República Italiana, oficie-se à Advocacia-Geral da União para que acompanhe e adote as providências cabíveis e necessárias relacionadas ao processo de extradição da ré”, escreveu Moraes em despacho nesta quinta-feira, 31.
Com a confirmação da prisão, o Brasil deverá formalizar o pedido de extradição da parlamentar em até 45 dias. Depois, caberá à Justiça italiana verificar se há equivalência entre os crimes pelos quais ele foi condenada na Itália e decidir pela extradição.
Em vídeo publicado por seu advogado depois de ser detida, a parlamentar disse que se entregou para colaborar com a Justiça italiana e chamou Moraes de ditador. O despacho do ministro do STF foi proferido no dia seguinte ao governo dos Estados Unidos incluí-lo na lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky.

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