Garimpeiro morre após ataque a servidores do Ibama e policiais na Sararé

Um garimpeiro foi baleado e morreu nesta sexta-feira (1º), durante um ataque a agentes do Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) e da Polícia Civil de Goiás, que realizavam uma operação de fiscalização contra a extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, localizada em Mato Grosso.

Incendio em distribuidora de Cuiaba
Garimpeiro morre durante ação da Polícia Civil de Goiás e Ibama m MT. Foto: Corpo de Bombeiros

Segundo o Ibama, o ataque, inicialmente, partiu dos garimpeiros ilegais que ocupavam a região. Uma caminhonete avançou contra os servidores, que reagiram contra os mineradores.

O suspeito baleado recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi transportado de helicóptero até Pontes e Lacerda, na região oeste de Mato Grosso, onde foi entregue ao Corpo de Bombeiros para atendimento médico.

Já conforme os bombeiros, ao dar início no atendimento, a vítima teve uma parada cardiorrespiratória. Ele estava com um curativo aplicado na região do ferimento.

Durante o transporte até o Hospital Vale do Guaporé, foram realizadas manobras contínuas de reanimação, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar na unidade. Ele não portava documentos pessoais de identificação.

A operação contou com o apoio do Grupo Tático 3 (GT3) da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil de Goiás, e atende as determinações da Justiça Federal.

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Local de conflitos frequentes

A Terra Indígena Sararé, habitada por grupos da etnia Nambiquara, possui cerca de 67 mil hectares e está entre as mais afetadas pelo garimpo ilegal no país. Segundo o Ibama, estimativas apontam que ao menos 2 mil hectares já foram devastados pela exploração criminosa, muitas vezes comandada por organizações armadas.

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Imagem aérea mostra o avanço do garimpo na Terra Indígena Sararé. Foto: reprodução

Balanço de ações

Desde 2023, o Ibama tem aumentado a repressão ao garimpo ilegal na região. Somente nos últimos meses, mais de 300 escavadeiras e outros equipamentos usados na atividade foram apreendidos ou destruídos.

A operação atual conta com o apoio do Grupo Tático 3 (GT3), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil de Goiás, e atende a determinações da Justiça Federal.

O caso segue sob investigação.

Ações na TI

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso se reuniu nesta quarta-feira (30) com a Secretaria de Segurança Pública (SESP-MT), para alinhar estratégias operacionais conjuntas voltadas à proteção ambiental na Terra Indígena Sararé.

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Polícia Federal em MT se reúne com Secretaria de Segurança para alinhar ações na Terra Indígena Sararé. (Foto: assessoria)

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