Em manifestação contra Moraes, Abilio insiste no tema pronome neutro: ‘destruição da língua’; veja vídeo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) voltou a insistir no assunto “pronome neutro” durante discurso em manifestação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, neste domingo (3). O ato acontece em paralelo com outros em todo o país e ainda pede a saída do presidente Lula (PT) do poder e anistia a Jair Bolsonaro (PL).

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“Mais importante ainda dizer que não existe na língua portuguesa nenhuma distorção da palavra. Alguém pode falar errado ‘nóis’. Alguém pode descrever numa decisão judicial ‘mais’, no lugar de ‘más’, pode acontecer. Pode ser um ministro. Pode acontecer. Alguém pode dizer ‘pobrema’. Alguém pode falar a palavra de forma errada e é um erro formal, acontece. Pode falar errado por desconhecimento, pode falar errado talvez pela intenção de usar o linguajar popular, o linguajar cuiabano. Mas o que não pode é distorcer o sentido de forma proposital”, discursou Abilio, arrancando aplausos dos presentes.
 
O tema ganhou atenção do prefeito desde a última quinta-feira (31), quando ele interrompeu fala da doutora em saúde pública Maria Inês, que usou a palavra ‘todes’, ao cumprimentar os presentes na Conferência Municipal de Saúde de Cuiabá. Abilio “proibiu” o uso do termo e Maria Inês deixou o local. Nas redes sociais, Abilio recebeu amplo apoio e, desde então, vem insistindo na temática.
 
“Existe a diferença entre o erro formal e existe a diferença entre a gíria e existe a diferença entre a destruição da língua. Um evento promovido pelo município de Cuiabá com dinheiro público não terá no nosso município a distorção da nossa língua brasileira. Nas nossas escolas para as nossas crianças não terá nenhum lugar pronome neutro. Isso não é homofobia. Isso é defesa da nossa língua, da nossa pátria”, continuou o prefeito.
 
Diante de um público restrito a apoiadores de Boolosonaro, Abilio criticou o presidente Lula e citou a primeira-dama. “Eu quero dizer uma coisa importante. Nós estamos aqui hoje porque o nosso país não está certo. As coisas não estão funcionando bem. A salvação do Lula foi aparecer o Trump para ele botar a culpa. Porque o arroz está caro, o café está caro, a gasolina está cara, aguentar a Janja falar é caro, a picanha está cara. Só que tem uma coisa. Nós estamos no estado de Mato Grosso. Aqui no Mato Grosso o prefeito da capital não vai receber esse tipo de pessoa não”, declarou, arrancando mais aplausos.
Veja o vídeo abaixo:
 


 

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