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Régis, que também é servidor da Assembleia Legislativa, é acusado de advogar em cinco ações, sem sequer ter tido o pode outorgado pelas partes, ajuizadas da mesma forma, o que indicou possível “padronização fraudulenta”, indícios de falsidade ideológica e associação criminosa. Além disso, ele é acusado de comprar um imóvel em Marília-SP, com dinheiro vivo, e ter movimentado R$ 220 mil em um mês, e que ele fazia pagamentos em espécie à João Gustavo Ricci Volpato, empresário acusado de liderar o esquema.
Ainda segundo a Operação, Denise Alonso revezaria representações fraudulentas em processos com Régis, ora como advogada da parte exequente, ora como parte de parte executada, mesmo sem a devida outorga de poderes. Eles agiriam desta forma para firmarem acordos judiciais com valores expressivos provenientes das fraudes.
“Há indícios da utilização de procurações falsas ou inválidas, além da celebração de acordos judiciais com valores desproporcionais, renúncia a prazos recursais e apresentação de comprovantes de pagamento inidôneos. Paralelamente, restou identificado o possível envolvimento do servidor Mauro Ferreira Filho, que teria utilizado sua condição funcional para antecipar movimentações processuais, promover vinculações indevidas de valores e facilitar o acesso aos depósitos judiciais, inclusive antes da protocolização formal dos requerimentos”, diz trecho da ordem que autorizou a operação.
Na última quarta (30), além de Regis e Denise, ainda foram presos Wagner Vasconcelos de Moraes (advogado), sua esposa Melissa Franca Praeiro Vasconcelos de Moraes (solta após custódia), os empresários João Gustavo Ricci Volpato (líder do grupo), Luiza Rios Ricci Volpato (matriarca Volpato, solta após custódia), Augusto Frederico Ricci Volpato (empresário), Rodrigo Moreira Marinho (advogado), Themis Lessa da Silva (advogado), João Miguel da Costa Neto (advogado), e o servidor Mauro Ferreira Filho.
Contra o mandado de prisão, a defesa do casal Regis e Denise ajuizou habeas corpus, argumentando que as prisões são desnecessárias e desproporcionais, citando que ambos estão colaborando com a investigação, bem como que a saúde de Denise está debilitada após uma cirurgia, e que Régis é responsável pelos cuidados de sua esposa e mãe idosa.
O advogado Valber Melo ainda anotou que Denise Alonso, além de primária e bons antecedentes, é advogada e dona da loja Anacapri, situada no Shopping Estação, Cuiabá, e que Régis é assessor técnico legislativo na Assembleia e possui renda fixa.
O pedido de habeas corpus, ainda não decidido, sugere que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para garantir a ordem pública e a instrução criminal.
O modus operandi
Bloqueios e prisões
A origem da investigação

Acusados de desvio no TJ, dona da Anacapri e marido advogado estão presos em SP e pedem liberdade
Presos em São Paulo no âmbito da Operação Sepulcro Caiado, que apura desvio de R$ 21 milhões da conta única do Tribunal de Justiça (TJMT), a empresária e advogada Denise Alonso, e o seu marido, o advogado Régis Poderoso, estão pedindo a liberdade provisória ao Núcleo do Juiz de Garantias, responsável por autorizar a ofensiva. Habeas corpus foi proposto pelo advogado Valber Melo na última quarta-feira (30), quando o casal foi detido.
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