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Um dia após chamada de vídeo em manifestação em Cuiabá, Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
O vereador Rafael Ranalli (PL), de Cuiabá, foi um dos primeiros a se manifestar. Em vídeo publicado nas redes sociais, Ranalli afirmou que a decisão representa um “regime ditatorial” no Brasil e pediu que o Senado Federal paute o impeachment do ministro.
“Você pode ir preso pelo que posta, pelas ideias que compartilha ou até por participar de uma live. A Venezuela definitivamente é aqui”, declarou o parlamentar.
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), também se posicionou contra a decisão do Supremo: “Isso não é justiça. É um aviso claro de que a liberdade está em risco. Hoje é com ele. Amanhã pode ser com qualquer um de nós. Eu não me calo diante dessa arbitrariedade”, escreveu ela.
Pelas redes sociais, o deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que a decisão de Moraes “afronta os Estados Unidos”, fazendo menção ao ex-presidente Donald Trump, e ironizou: “Aproximações sucessivas para enfim jogar Bolsonaro atrás das grades”.
O deputado federal Coronel Assis, vice-líder da oposição, manifesta indignação com prisão domiciliar de Bolsonaro. Disse que é grave, repudiável e preocupante a imposição da prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, “um dia após o povo ir às ruas deixar claro que não aceita mais abuso de poder e nem a continuidade de um governo, que desde o começo trata o nosso país como um feudo que só serve para atender seus interesses pessoais, sem se preocupar com o povo”.
Do outro lado do espectro político, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) comemorou a decisão do ministro do STF. “Bolsonaro preso! A história cobra. A democracia resiste. E quem atentou contra ela começa a pagar!”, publicou em tom de celebração.
A decisão
A decisão de Moraes ocorreu um dia após Bolsonaro participar por videochamada de manifestações em apoio a ele, incluindo um ato em Cuiabá. Para o ministro, a atitude descumpre as medidas cautelares que proíbem o ex-presidente de usar redes sociais e de manter contato com investigados. Moraes afirmou que Bolsonaro segue influenciando o debate político ao produzir conteúdos divulgados por terceiros, o que justificaria a imposição de medidas mais rigorosas.
Com a nova determinação, Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica, não poderá receber visitas fora do círculo familiar e terá todos os celulares recolhidos. Ele também já é réu em outras ações penais e investigado por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
