Governo vai esperar tarifaço valer para analisar socorro a setores afetados: ‘tem que saber onde o calo dói’

O secretário de Estado Desenvolvimento Econômico, César Miranda, afirmou que o Governo do Estado vai aguardar a entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, com previsão para quarta-feira (6), para então avaliar os impactos reais sobre a indústria e estudar eventuais medidas de apoio aos setores mais afetados.

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“Temos que sentar e conversar, depois que a gente souber realmente. Se a gente não souber qual o calo que está doendo, a gente não pode aplicar o tratamento correto”, disse o secretário ao Olhar Direto, nesta segunda-feira (4).
Segundo ele, a análise dos impactos econômicos já vinha sendo feita antes da confirmação das tarifas, e será mantida durante e após a vigência do tarifaço. Por enquanto, o cenário ainda não permite decisões práticas de intervenção.
“A gente tem conversado constantemente, mas ainda está todo mundo vendo o que realmente vai acontecer. Não está naquele momento ainda da gente falar assim: olha, precisamos agir nesse sentido, porque até dia 6 muita coisa pode acontecer e depois do dia 6 muita coisa pode acontecer.”
Em Mato Grosso, o setor mais afetado deve ser o da indústria madeireira, que no ano passado exportou mais de US$ 16 milhões e, em 2025, tinha previsão de ultrapassar os US$ 20 milhões em vendas aos Estados Unidos; mercado que representa cerca de 90% do consumo da produção local. Entre os principais produtos estão o piso maciço e o decking. A entidade do setor deve solicitar cerca de R$ 50 milhões em apoio, caso o cenário da exportação não se reverta e a sobretaxa seja mantida.
O secretário também destacou que Mato Grosso tem margem fiscal para adotar eventuais medidas de socorro, se necessário, mas que não colocará as contas do Estado em risco.
“O Estado tem uma responsabilidade muito grande, principalmente uma responsabilidade fiscal, essa é a grande base do governo Mauro Mendes e Otaviano Pivetta. Graças a esse equilíbrio fiscal e financeiro, o Governo do Estado pode fazer tudo o que está fazendo, em termos de obras de infraestrutura, educação, investimentos em saúde. Isso é fruto de uma boa gestão, um bom equilíbrio fiscal e financeiro. Agora, nós temos margem para apoiar [se for preciso].”

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