Samantha critica decisão de Moraes e diz que prisão domiciliar de Bolsonaro é desproporcional: “condenação sem processo legal”

A primeira-dama e vereadora por Cuiabá, Samantha Iris (PL), afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem conduzido de forma equivocada o processo que tramita na Corte contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

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Segundo ela, o ex-mandatário tem sido alvo de uma “condenação” antecipada e sem a garantia constitucional do devido processo legal. “Foi um grande equívoco a prisão dele e bem desproporcional, nós temos visto aí no país crimes de verdade, que estão ficando impunes e a opinião sendo um crime com essa punição”, afirmou. 
“É uma condenação sem um devido processo legal, foi desrespeitada em muitas etapas do processo e a população brasileira, acho que a população do mundo está enxergando o que está acontecendo no Brasil”, completou a vereadora. 
O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado no inquérito que apura a atuação dele e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo dos EUA, para promover medidas de retaliação aos ministros do STF em função da acusação que Bolsonaro enfrenta no Supremo de liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Após o ex-presidente descumprir a decisão do STF neste domingo (3) ao se manifestar por meio do perfil do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Perguntada se faltou cuidado do ex-presidente e de seu entorno para com as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, Samantha afirmou que justificar a prisão domiciliar a utilização de redes sociais é censura. 
“Quando a gente coloca a culpa de uma prisão em postagem de rede social, a gente está falando de censura, então não existe culpado nesse caso, culpado está sendo quem está fazendo o processo de forma errônea, prendendo as pessoas por opinião ou por aparecer na rede social, em um mundo onde a gente sabe que a rede social está presente no dia-a-dia da maioria das pessoas”, disse. “Eu, politicamente, acho que foi uma decisão errada”. 
Mesmo com Bolsonaro inelegível até 2030, Samantha foi perguntada se a direita articula lançar outro nome para disputar a presidência da República em 2026 no lugar do ex-presidente, e respondeu que, no momento, ele continua como plano A. 
“Eu acho que a gente continua com o plano A, que é o Bolsonaro, e se não for o plano A, ele mesmo acho que vai indicar o que a gente deve seguir. Mas eu acho que a direita tem se fortalecido como um todo. Muitas vezes não se manifestam por medo de alguma coisa, mas a gente sabe que, de fato, a grande maioria não está aceitando o que está acontecendo no país Bolsonaro”, conintuou. 
“A gente vive uma situação difícil, né, a gente pode ser punido por dar opinião e se a gente não dar opinião, a gente pode ser punido pela imprensa, então a gente está vivendo uma situação bem delicada”, finalizou. 
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