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Ele afirmou que, para qualquer autoridade ou cidadão, ordens judiciais devem ser respeitadas, independentemente de concordância.
“Houve extrapolamento do Judiciário. Agora, também temos que ponderar que não se pode deixar de respeitar a decisão da Justiça. Minha definição é sempre que decisão de Justiça você cumpre, não discute. Que está havendo um exagero na condução, isso também é unânime e percebido pela população. Ele [Bolsonaro] deu o all-in, digamos assim, em termos de decisão, e esperava que isso pudesse acontecer. Um ex-presidente, com o conhecimento que tem, não agiria sem saber das consequências”, declarou.
Questionado se a decisão de Moraes enfraquece a direita, Russi disse que é cedo para avaliar o impacto político. Para ele, o maior prejuízo é para o país, que já sente os reflexos econômicos da instabilidade.
“É difícil emitir opinião nesse sentido. Só o tempo dirá. O que a gente sente é que o nosso país perde. Estamos perdendo, a economia se retrai, se segura e, no primeiro momento, o impacto não parece grande, mas na sequência ele acontece”, completou.
Domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente. Conforme o ministro, houve a publicação nas redes sociais de falas feitas por Bolsonaro, pelo telefone, durante as manifestações realizadas no domingo (3).
O conteúdo foi postado por apoiadores, incluindo filhos do ex-presidente. Em sua decisão, o ministro ressaltou que as divulgações nas redes sociais demonstraram que houve “a continuidade da tentativa de coagir o STF e obstruir a Justiça”.

Max vê exagero de Moraes contra Bolsonaro, mas diz que ex-presidente deveria ter cumprido decisões: não agiria sem saber das consequências
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), avaliou que houve exagero na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou prisão domiciliar contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar disso, ele ponderou que Bolsonaro poderia ter evitado a punição caso tivesse seguido as determinações judiciais.
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