Após reunião com Tarcísio e Caiado, Mauro cobra que Lula negocie pessoalmente com Trump; grupo quer anistia e impeachment em pauta

Os governadores Mauro Mendes (União), Tarcisio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União) cobraram que o presidente Lula (PT) assuma pessoalmente os canais de negociação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar minimizar as sobretaxas do tarifaço. A cobrança aconteceu ao final da reunião organizada pelo próprio Mauro Mendes e realizada na casa do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), na tarde desta quinta-feira (7).

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“Temos que cobrar o presidente Lula que ele tem que tomar o protagonismo dessa negociação. Ele é o presidente desse país, foi democraticamente eleito, concorde ou não, por grande parte dos brasileiros, ele não pode abrir mão de dialogar com os americanos. O Xi Jinping, presidente de uma das maiores potências do mundo, falou uma dezenas de vezes com o presidente americano. E, se ele não fizer, então que o Congresso Nacional, presidente da Câmara e do Senado, assuma esse protagonismo, bata no peito e fale ‘eu vou lá tentar negociar’”, disse Mauro Mendes.
Participaram do encontro em Brasília os governadores Cláudio Castro, do Rio de Janeiro; Ibaneis Rocha, do Distrito Federal; Mauro Mendes, de Mato Grosso; Ratinho Júnior, do Paraná; Renato Casagrande, do Espírito Santo; Romeu Zema, de Minas Gerais; Ronaldo Caiado, de Goiás; Tarcísio de Freitas, de São Paulo; e Wilson Lima, do Amazonas. Dos dez esperados, o único ausente foi Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
A reunião foi articulada pelo governador Mauro Mendes, que optou por buscar uma unificação entre os governadores da centro-direita e direita, bem como entre os principais estados exportadores que, portanto, são os mais afetados pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos.

Cobrar votações no Congresso
Os três porta-vozes da reunião, Tarcísio, Caiado e Mauro Mendes, também cobraram que o Congresso Nacional coloque em pauta as votações da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a todos os envovlvidos nos atentados de 8 de janeiro, bem como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.
“Nós iremos falar com todos os presidentes de partido para apoiar o Congresso Nacional para que ele possa cumprir o seu dever. O Congresso Nacional representa a democracia desse país. Ele é o mais legítimo dos nossos poderes porque ele tem o dever de pautar aquilo que for colocado pela maioria e decidir. Se vai ter anistia ou não, é o Congresso Nacional que vai decidir”, afirmou Mauro Mendes.
Questionado sobre se os governadores chegaram a discutir uma posição unificado sobre anistia a Bolsonaro, Mauro disse que esse tópico ficou de fora do diálogo porque nenhum deles tem voto no Congresso Nacional. O foco, de acordo com ele, é que o Congresso cumpra o dever de colocar em votação o que é pedido da maioria.

Atualizada às 18h18

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