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Segundo Brunini, a ausência de prestação de contas por parte do emedebista tem impedido o recebimento de novas emendas na modalidade Pix.
Nos últimos dias, ele tem cobrado seu antecessor pelas redes sociais sobre a destinação do dinheiro, que foi enviado para Cuiabá ainda em 2024.
Ele diz que agora tem sido cobrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre onde foram aplicados os recursos de R$ 4,2 milhões enviados pelo senador Jayme Campos (União); R$ 4,3 milhões do deputado federal Emanuelzinho (MDB); e R$ 1,6 milhão da ex-deputada federal Rosa Neide (PT), que totalizam R$ 10,7 milhões.
De acordo com Abilio, o dinheiro foi encaminhado para uma conta da prefeitura e, na sequência, transferido para outra que trata do orçamento geral da prefeitura, na Fonte 100, que abrange recursos financeiros provenientes, principalmente, da arrecadação de impostos e transferências constitucionais, mas sem destinação específica definida por lei.
Conforme Abilio, o mecanismo da gestão anterior de transferir a emenda de uma conta para outra impossibilitou fazer o rastreio dos recursos. “Quando ela [a emenda] vem para a fonte 100 da prefeitura, ela mistura com todo o outro dinheiro da prefeitura”, disse.
“A não ser que o prefeito anterior consiga ter uma justificativa do porquê ele fez isso, a sensação que tem é que ele estava endividado com outras coisas e pegou o dinheiro da emenda e gastou para pagar as dívidas que ele tinha”, disse. “Essa é a sensação, não sei se foi isso que ele fez”, declarou.
Abilio explicou que esse imbróglio já tem bloqueado o envio de novas emendas para Cuiabá. Segundo ele, o município já deixou de receber R$ 6 milhões do deputado federal José Medeiros (PL).
Para tentar minimizar o impacto dos efeitos da suspensão, ele foi a Brasília nesta semana para articular o destravamento do dinheiro e disse que recebeu um prazo de 60 dias para prestar contas.
Não conseguindo detalhar para onde foram os recursos, afirma que a Prefeitura vai encaminhar o caso para os órgãos de controle da União, que deverá tomar providência sobre o caso.
Ele afirma também que a Procuradoria-Geral do município entrou na Justiça para poder suspender esse efeito de suspensão de recebimento dos repasses.
“A única coisa que a gente não pode perder é os recursos novos, de novos parlamentares que mandaram. E isso por conta da falta de prestação de contas em 2024”

Abilio diz que tem ‘impressão’ que Emanuel pegou mais de R$ 10 milhões em emendas para pagar dívidas
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou em entrevisata nesta quinta-feira (7) que tem a impressão de que o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) utilizou R$ 10,7 milhões em emendas federais destinadas à Capital para quitar dívidas de sua própria gestão.
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