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O desgaste se intensificou após a participação da ex-secretária na sessão de quinta-feira (7), quando foi convidada pelo vereador Dilemário Alencar (União) para explicar o contrato emergencial dos radares. Paula relembrou que já havia feito críticas públicas à atuação da gestora, mas disse que não foram de cunho pessoal.
“Na terça-feira fiz pontuações públicas, o que gerou desconforto. Depois, outros vereadores também se manifestaram. O prefeito e a vice-prefeita, com certeza, devem ter conversado, mas não sei de quem partiu a decisão de exoneração. Isso cabe ao chefe do Executivo”, afirmou.
Durante a sessão, Vânia citou “assédio político” de um vereador e disse que adotaria medidas judiciais, além de afirmar que nunca deixou de receber parlamentares. A declaração foi vista como um novo fator de atrito com os vereadores, especialmente com Paula.
“Com certeza, foi um posicionamento inadequado. Nós, enquanto vereadores, somos a voz legítima do povo. Buscamos demandas, fazemos indicações e procuramos secretários para levar as necessidades da população. Essa abertura e esse diálogo são essenciais. Se ela tivesse conduzido de outra forma, com certeza teria um desfecho melhor”, avaliou Paula.
A presidente da Câmara também negou qualquer problema pessoal com a vice-prefeita e disse esperar um relacionamento mais harmonioso, caso ela assuma outra função na Prefeitura.
“Não tenho nenhum problema com a vice-prefeita. As pontuações que fiz foram de uma situação que vivi, e acredito muito no diálogo e no bom relacionamento. Me manifestei, e isso é normal”, completou.
Paula informou que não conversou com o prefeito Abílio Júnior (PL) sobre quem assumirá interinamente a Semob e que a escolha é de responsabilidade exclusiva do prefeito.

Paula aponta fala inadequada de Vânia e expõe desgaste: se tivesse conduzido de outra forma, teria um desfecho melhor
A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou nesta sexta-feira (8) que a exoneração da vice-prefeita e agora ex-secretária de Mobilidade Urbana, coronel Vânia Rosa (Novo), ocorreu em meio a um clima de “desconforto” e “crise institucional” entre a pasta e o Legislativo.
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