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A paralisação fez disparar críticas principalmente de deputados de oposição e também da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT) ao governo Lula. Fávaro, contudo, garante que os parlamentares e a associação estão mirando suas críticas no alvo errado.
“O Brasil vive tempos de intolerância, infelizmente. Veja que estão debitando ao governo aquilo que não é responsabilidade do governo. O orçamento brasileiro que constitucionalmente deve ser votado pelo Congresso Nacional até o último mês do ano anterior, portanto, dezembro de 2024, não foi votado. E o Plano Safra, como todas as outras políticas públicas, são dependentes do orçamento. Nós tocamos esses dois meses e sabíamos que uma hora acabava”, disse.
Ele afirmou que se o Congresso tivesse cumprido seu compromisso de votar o orçamento, com certeza não haveria paralisação do Plano Safra. E criticou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA – dominada majoritariamente por parlamentares ligados ao agronegócio e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) -, destacando que seus integrantes deveriam concentrar energias na articulação de aprovação do orçamento, e não em críticas ao governo federal.
“A FPA, criada para defender os produtores rurais brasileiros, deveria estar muito mais preocupada do que ficar fazendo videozinho crítica ao governo, ter votado o orçamento, que daí nós não teríamos a paralisação. Mas independente disso, nós não vamos só ficar fazendo jogo político na situação”, pontuou.
Fávaro garantiu que o governo federal tem atuado junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para resolver a questão. A Corte de Contas concordando com a antecipação de orçamento, Fávaro afirma que o governo irá antecipar o orçamento para todo o restante do plano safra – em junho – sem nenhum contingenciamento.
“Se o TCU permitir que a gente antecipe o orçamento, nós vamos antecipar no ritmo normal, senão quando voltar o orçamento a gente coloca todo o recurso já provisionado para que continue sendo o maior plano safra da história”.
Questionado se a medida de suspender o Plano Safra pressionará a subida do preço dos alimentos, o ministro desconversou. “Primeiro que a suspensão é temporária”. Segundo ele, a tendência será de queda do preço dos alimentos com a colheita da supersafra. “É o momento que vocês vão perceber, nos próximos dias, a queda natural do preço dos alimentos. A sazonalidade é pertinente, atrelada às mudanças climáticas e atrelada às crises sanitárias, isso então causa mais impacto infracionável”.

Fávaro culpa o Congresso pela suspensão do Plano Safra, nega subida no preço dos alimentos e detona frente do agro
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que a suspensão do Plano Safra ocorreu devido à inércia do Congresso Nacional em não ter votado o Orçamento Federal para o ano de 2025. Segundo ele, o orçamento deveria ter sido votado e aprovado até dezembro de 2024. No entanto, como isso não ocorreu até o momento, foi necessário paralisar o plano para evitar que o governo cometesse crime de responsabilidade fiscal.
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