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O Olhar Direto mostrou que até esta quinta-feira (20), magistrados de pelo menos 5 cidades (Sorriso, Tangará da Serra, Colniza e Cáceres) haviam determinado a abertura das unidades comerciais, em uma derrota para o governo.
Os juízes acataram ações da Defensoria Pública e do Ministério Público que, em algumas de suas peças, destacaram a falta de fornecimento de itens básicos para os detentos. O governo afirmou que recorreu de todas elas. A decisão caberá ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Questionado sobre as decisões dos juízes, Mendes lamentou que o tema “mercadinho” tenha ganhado relevância no judiciário, enquanto que o governo tem feito um “esforço gigantesco” para combater as facções criminosas.
“É lamentável porque as facções criminosas, elas extorquem, elas matam, elas cometem crimes bárbaros. Elas arrancam o coração, cortam cabeças, filmam e colocam isso nas redes sociais. Acho que a nossa energia tem que ser usada para combater isso”, disse Mendes.
Na avaliação do governo, há “coisas mais importantes” para concentrar energias ao invés de discussões se vai ter mercadinho ou não. Mendes afirmou que chegou a ver em fotos itens que não são básicos, que o estado não deve fornecer e que o preso não deveria ter acesso dentro da cadeia.
Por último, disse que é compromisso do Estado fornecer produtos básicos e afirmou que eventuais falhas serão corrigidas.
“O estado tem o dever de fornecer item básico. Nós vamos fornecer, estamos fornecendo. Se alguma falha foi cometida, o governo já tomou providência para corrigir isso. Temos um novo secretário, temos uma nova estrutura que está focada no sistema prisional”.

Mendes detona decisões pela reabertura de mercadinhos em presídios: ‘tem que usar energia para combater facções’
O governador Mauro Mendes (UNIÃO) criticou, em entrevista nesta sexta-feira (21), a decisão de juízes de primeira instância que determinaram a reabertura de mercadinhos em unidades prisionais de Mato Grosso. Os estabelecimentos foram proibidos por meio de um projeto de lei de autoria do Executivo e aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
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