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O grupo já trabalha com o projeto de reeleição do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), e busca uma segunda candidatura competitiva para captar o chamado “segundo voto” dos eleitores.
Segundo Rosa Neide, a estratégia visa ampliar a representatividade política e garantir, pelo menos, uma cadeira para o campo progressista, assegurando apoio a uma eventual candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela destacou que não descarta colocar seu nome na disputa, caso não haja uma chapa consolidada.
“Eu mesma disse que, se não tivesse uma chapa consolidada, colocaria meu nome ao Senado, e digo isso com toda tranquilidade. O projeto é que a gente tenha dois senadores, um senador e uma senadora, para que possamos dizer: Fávaro é o primeiro voto, e o outro aqui indica o segundo voto. Como é que o PT vai indicar o segundo voto na direita? Temos que cuidar muito disso e eleger pessoas que tenham compromisso com a democracia”, afirmou em entrevista à rádio Cultura FM.
A ex-parlamentar reforçou que a escolha de candidatos deve priorizar nomes comprometidos com o chamado “processo civilizatório” e com os princípios democráticos, como a independência do Judiciário.
“Nós temos hoje a democracia e a barbárie estabelecidas. É preciso que o processo civilizatório ganhe. Quem são as pessoas, de qualquer partido, que representam esse processo? Aquelas que não misturarem os princípios basilares da nossa democracia”, ressaltou.
Rosa Neide também criticou os bolsonaristas que, segundo ela, radicalizam e não respeitaram o resultado das urnas de 2022, associando essa postura a prejuízos à economia brasileira. Para ela, derrotas eleitorais devem ser aceitas como parte do jogo democrático.
“Perdeu a eleição e começou a tumultuar logo após o resultado. Todas as consequências que temos, inclusive o tarifaço que prejudica nossa economia, são fruto da falta de espírito democrático”, disse.

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