Empresário é indiciado por matar ex-jogador de vôlei por ciúmes em Várzea Grande

O empresário Idirley Alves Pacheco, de 40 anos, foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima, após a conclusão do inquérito policial sobre a morte do ex-atleta Everton Pereira Fagundes da Conceição, de 45 anos, conhecido como “Boi”, ocorrida em 11 de julho. A pena prevista para os crimes varia de 12 a 30 anos de reclusão.

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O empresário disse que cometeu o crime por estar sendo vítima de extorsão, mas não comprovou as alegações. (Foto: reprodução)

Segundo as investigações, a vítima foi atingida por seis disparos de arma de fogo, a curta distância, nas regiões da cabeça, pescoço e costas.

O crime teria motivação passional: o ex-atleta mantinha relacionamento amoroso com a ex-esposa do investigado, com quem ele ainda mantinha vínculo e se mostrava possessivo e ciumento.

O inquérito apontou que o suspeito planejou o crime, solicitando a ajuda da vítima para guardar um veículo, sob pretexto de escapar de uma suposta busca e apreensão. Durante o deslocamento, o ex-atleta foi rendido, conduzindo o veículo VW/Amarok até se chocar com outro carro, quando foi baleado. O investigado então fugiu do local, descartando a arma usada no crime e sonegando seu próprio celular.

Boi ex jogador de volei morto em Cuiaba
Everton Pereira Fagundes da Conceição, de 45 anos, conhecido como “Boi”, foi jogador da seleção Brasileira de Vôlei. (Foto: reprodução)

Em interrogatório, Idirley admitiu ter atirado, mas negou motivação passional, alegando supostas extorsões da vítima, tese não comprovada pelas investigações.

Ele também afirmou que a arma pertencia à vítima e que os disparos ocorreram após o acidente de trânsito, versão contestada pela polícia, que comprovou que ele possuía costume de andar armado, enquanto nenhum indício apontou que o ex-atleta tivesse arma.

Boi ex jogador de volei morto em Cuiaba 1

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, ficando à disposição do Ministério Público para análise e eventual denúncia. Também foi solicitada a conversão da prisão temporária em preventiva, mantendo o suspeito detido durante o andamento processual.

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