A Polícia Federal e a Receita Federal cumpriram, nesta quinta-feira (14), mandados de prisão e busca em Campo Grande contra um grupo investigado por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As ordens foram cumpridas no residencial de luxo Damha e também na região de periferia da Capital, no Tijuca. Além de mandados em Jaraguari.

Conforme a Polícia Federal, o esquema escondia entorpecentes em cargas agrícolas e utilizava empresas de fachada para movimentar os valores obtidos com o crime.
A apuração é desdobramento da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), que identificou fornecedores da quadrilha atuando na capital sul-mato-grossense. Com autorização da Justiça de Uberaba (MG), as provas foram repassadas à PF no Mato Grosso do Sul, que detalhou o funcionamento da rede.
As empresas ligadas aos suspeitos, registradas como revendas de veículos e oficinas mecânicas, não tinham lastro fiscal para justificar as movimentações, mas eram usadas para “lavar” o dinheiro do tráfico.
Durante a operação, os agentes flagraram celulares escondidos no telhado de mansão. Um veículo Camaro e uma moto de luxo foram apreendidos e encaminhados para a sede da PF. Veículos com identificação do haras, também foram apreendidos.
Nesta quinta, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais, como loja de peças, revenda de carros, salão de beleza e inclusive um haras. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de imóveis ligados aos investigados.

