A Polícia Federal, com apoio do Exército Brasileiro, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), uma operação para combater a extração ilegal de ouro em Pontes e Lacerda e Conquista d’Oeste, municípios de Mato Grosso localizados próximos à Terra Indígena Sararé.
A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais das cidades envolvidas.

De acordo com a PF, a operação tem como base informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal, que apontavam indícios da participação de empresários na guarda e manutenção de maquinários usados no garimpo ilegal.
As investigações revelaram que oficinas mecânicas eram utilizadas como pontos estratégicos para ocultar escavadeiras, tratores e outros equipamentos de grande porte, essenciais para a atividade extrativa clandestina.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres/MT e têm como objetivo principal desarticular a estrutura logística que sustenta o garimpo irregular na região. Segundo os investigadores, o maquinário apreendido é avaliado em milhões de reais e sua retirada de circulação representa um impacto significativo para a continuidade da exploração ilegal.
Além da apreensão de equipamentos, os agentes recolheram documentos, computadores e dispositivos eletrônicos que agora passarão por perícia. O material será analisado para identificar todos os envolvidos na cadeia de exploração, desde operadores de máquinas até possíveis financiadores e receptadores do ouro extraído ilegalmente.
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Sararé
A Terra Indígena Sararé, localizada na divisa com a Bolívia, é uma área protegida por lei e abriga comunidades indígenas que dependem dos recursos naturais para sua subsistência. De acordo com especialistas, o garimpo ilegal provoca graves impactos ambientais, como o desmatamento e a contaminação de rios por mercúrio, além de ameaçar a saúde e a segurança das populações locais.

Crimes ambientais
Os investigados poderão responder por crimes ambientais e de usurpação de bens da União, já que a exploração mineral em terras indígenas e áreas sem autorização constitui infração grave. As penas previstas variam de reclusão a multa milionária, dependendo do grau de participação e do dano causado ao patrimônio público e ambiental.
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A Polícia Federal informou que as investigações continuarão para mapear toda a rede de apoio ao garimpo ilegal, incluindo fornecedores, compradores e transportadores. O objetivo é interromper a cadeia econômica que sustenta a atividade e evitar que novas frentes de exploração surjam na região.
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