Homem de 44 anos foi preso, nesta sexta-feira (15), acusado de estuprar o vizinho, de 4 anos, em Dourados. A prisão aconteceu na cidade de Foz do Iguaçu (PR), para onde ele havia fugido após ser flagrado cometendo o ato.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito está sendo transferido para Mato Grosso do Sul e deve chegar ao estado próximo das 16h desta sexta-feira (15).
Conforme a investigação, os pais da criança flagraram o homem cometendo o abuso, na casa dele, que fica ao lado da residência da família. No celular do autor foram encontrados vídeos do menino, registrados antes do crime.
Devido à gravidade da situação, a Justiça decretou a prisão preventiva do professor, que atuou em duas universidades públicas de Dourados. O delegado responsável pelo caso informou à reportagem que não é possível contabilizar a quantidade dos abusos, uma vez que era comum o menino frequentar a casa do vizinho.
Universidades se manifestam
Em nota, a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) informou que o professor não tem vínculo com a instituição há mais de um ano e que repudia qualquer prática de violência.
“Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) vem a público esclarecer que o professor preso por suspeita de crime de pedofilia, conforme amplamente divulgado pela imprensa nesta sexta-feira, 15/08, já atuou na instituição na condição de professor substituto, não possuindo, contudo, qualquer vínculo com a UFGD há mais de um ano. Reiteramos que a Universidade repudia veementemente qualquer prática de violência, especialmente aquelas que atentam contra os direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Tais condutas não condizem com os princípios éticos, acadêmicos e institucionais que orientam a missão da UFGD no ensino, na pesquisa e na extensão. A Reitoria reafirma seu compromisso com a defesa da dignidade humana, com a promoção de um ambiente acadêmico seguro e com a responsabilização de quaisquer atos que contrariem os valores democráticos, de respeito e de proteção social que norteiam a Universidade”.
Da mesma forma se posicionou a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), que afirmou que o suspeito atuou na unidade como professor substituto, mas atualmente não possui mais vínculo com a universidade.
“A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) publica esta Nota de Esclarecimento atenta ao grave episódio envolvendo um docente preso sob suspeita de cometer o crime de pedofilia. O fato, amplamente divulgado pela imprensa nesta sexta-feira (15), causou indignação em toda a Universidade. Nesse sentido, comunicamos que o referido suspeito exerceu atividades como professor substituto, e não possui mais vínculo algum com a UEMS. A Universidade reitera seu absoluto repúdio a qualquer forma de violência, particularmente aquelas cometidas contra crianças e adolescentes. Ademais, a Universidade aguarda que esse fato seja investigado com rigor pelas instâncias competentes”.