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Segundo ele, frigoríficos e produtores que perderem espaço de exportação para os Estados Unidos podem redirecionar a produção para o consumo interno, elevando a oferta e pressionando preços para baixo.
“Pode acontecer, sim. Uma planta de frigorífico que não pertence a um grande grupo, que eventualmente venda para os Estados Unidos, vai ter que redirecionar para o mercado interno. Isso gera excesso de oferta e, consequentemente, redução de preços sobre produtos importantes, como a carne”, explicou.
Ele também apontou que o setor de frutas deve sentir o mesmo efeito no curto prazo.
“Tudo aquilo que era vendido para os Estados Unidos vai ter que ser redirecionado para o Brasil. Consequentemente, devemos assistir a uma deflação dos preços de algumas frutas exportadas para o mercado americano”, disse.
Apesar dessa possibilidade, o secretário avalia que o impacto será localizado, sem grande efeito sobre o índice geral de preços.
“Pontualmente, sim, haverá deflação. Mas não acredito que isso terá um impacto sistêmico muito grande na inflação de um modo geral”, ressaltou.

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O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou que o aumento de até 50% nas tarifas de importação sobre produtos brasileiros, imposto pelo governo norte-americano de Donald Trump, pode gerar efeitos pontuais de “deflação” em alguns itens no mercado interno.
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