Mauro nega que tenha articulado encontro entre ministro do STF e Bolsonaro para “apaziguar ânimos”

O governador Mauro Mendes (União) negou que tenha atuado como articulador de um encontro entre o ministro mato-grossenses do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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“A jornalista divulgou alguma coisa que ela me perguntou e eu disse que não era verdade. Então, isso não é verdade. Divulgou uma mentira que não procede, uma notícia que não procede”, declarou.
Na sequência, ele reforçou que seu perfil é de atuar nos bastidores, mas sem relação com o episódio.
“Silenciosamente eu faço centenas de coisas por dia. O meu estilo sempre foi esse, de trabalhar mais, fazer menos barulho, entregar mais resultado”, disse.
A informação de que ele teria buscado intermediar a reunião foi publicada pelo jornal O Globo na última semana, em meio ao acirramento da crise entre o Supremo e o bolsonarismo.
De acordo com a reportagem, a proposta de aproximação teria partido do governador, próximo tanto do ministro quanto do ex-presidente. A ideia seria promover uma tentativa de distensionamento após o governo dos Estados Unidos adotar sanções contra o país. A reunião, entretanto, não ocorreu porque Bolsonaro foi preso antes.
‘Muitas turbulências’
Mauro também avaliou o atual momento político, marcado por atritos entre os Poderes e pela polarização. Para ele, a disputa retira o foco de pautas essenciais para a população.
“Infelizmente, o Brasil vive hoje muitas turbulências. É lamentável que nós vivemos num país onde a polarização direita-esquerda, muito atrito entre os poderes, o Congresso Nacional. Enquanto gera esse tipo de polêmica, nós deixamos de focar naquilo que verdadeiramente importa, que é produzir resultado para o cidadão”, afirmou.
 “Eu vejo muitas conversas, muitas postagens, muitas confusões, muitas notícias, mas nenhuma delas, ou boa parte delas, não produzem resultado para o Brasil, para a sociedade brasileira e para melhorar a vida do cidadão. Eu lamento, mas é um momento que faz parte do amadurecimento de uma democracia e até mesmo do uso dos instrumentos que nós temos hoje”, completou.

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