Deputado petista denuncia Abílio por expor alunos em redes sociais

O deputado Valdir Barranco (PT) ingressou com ação no Ministério Público (MPMT) contra o prefeito Abílio Brunini (PL), após a divulgação de um vídeo em que o gestor associa estudantes que “fazem o L”, em referência a apoiadores do presidente Lula (PT), à incapacidade de resolver a multiplicação de 4×4. O parlamentar acusa o prefeito de expor crianças e adolescentes de forma vexatória e de usar a imagem dos estudantes com fins políticos.

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Na representação encaminhada ao procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, Barranco afirma que a conduta de Abilio viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Constituição Federal e a Constituição Estadual. O documento argumenta que o prefeito submeteu uma menor a situação de constrangimento público, ao ironizar sua dificuldade em responder a uma questão escolar, vinculando o episódio a uma narrativa política.
Segundo o deputado, a gravação e posterior divulgação nas redes sociais oficiais do prefeito configuram “tratamento vexatório e constrangedor”. Ele pede que o Ministério Público instaure procedimento investigatório, determine a retirada imediata do vídeo do ar e avalie eventual responsabilização civil, administrativa e criminal de Brunini.
A peça ainda solicita a expedição de recomendação ao Município de Cuiabá para que adote condutas respeitosas em atos públicos envolvendo crianças e adolescentes, além da possibilidade de propositura de ação civil pública caso sejam constatadas violações graves.
Abilio nega
Após a repercussão, Abílio Brunini declarou que o episódio foi “distorcido” e que não teve intenção de ofender as alunas. Segundo ele, a pergunta feita às estudantes foi simples e não representa adultização ou exposição indevida.
“O foco daquele vídeo está sendo distorcido. A pergunta que eu fiz às alunas não é ofensiva. Quanto é 4×4? É pergunta de 4ª ou 5ª série”, afirmou. O prefeito também criticou a politização das escolas e disse que o real problema é a qualidade do ensino.
Abilio ainda ironizou as críticas ao dizer que as instituições estão mais preocupadas com discussões ideológicas, como pronomes neutros, do que com o aprendizado em ciências. “As escolas politizadas não estão com grande qualidade de ensino. Estão mais focadas entre L ou não L, direita ou esquerda, do que na formação acadêmica”, declarou.

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