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Festival de praia é cancelado após esvaziamento de reservatório de hidrelétrica
O deputado Diego Guimarães (Republicanos), que participou do encontro de forma remota, afirmou que a situação é crítica. “A barragem secou recentemente, provocando a morte de peixes e gerando preocupação quanto ao risco de rompimento da estrutura. O cenário é de guerra, com quatro dos 70 drenos rompidos em um curto espaço de tempo”, disse.
Segundo o parlamentar, o problema já reflete em queda na arrecadação municipal e prejuízos para a cadeia produtiva ligada ao lago, como pousadas, pesqueiros, marinas e comércio local, além da atividade de pesca e turismo.
O deputado Chico Guarnieri também destacou os impactos do esvaziamento da barragem, autorizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Ele afirmou que a medida compromete não apenas a geração de energia, mas também empregos e renda em municípios do entorno.
O rebaixamento do reservatório começou na última quinta-feira (14) e deve reduzir o nível da água em 17 metros e 54 centímetros por dia durante 33 dias. A operação emergencial foi recomendada por especialistas para permitir inspeção técnica e execução de medidas corretivas.
A situação levou ao cancelamento do Fest Praia de Paranaíta, evento programado para os dias 29 a 31 de agosto. O prefeito Osmar Antônio Moreira informou que o baixo volume de água inviabilizou a realização do evento. “Por segurança da população e porque o volume de água desapareceu na praia, não temos condições de realizar”, declarou.
O Ministério Público de Mato Grosso acompanha o caso por meio da 11ª Procuradoria de Justiça e de promotorias das cidades afetadas. Promotores se reuniram na segunda-feira (18) com representantes da Eletrobras e advogados da companhia para discutir o Plano de Ação Emergencial, que prevê avaliação técnica e reparos na estrutura da usina.

Assembleia vai criar grupo para acompanhar risco em barragem da Usina de Colíder
A Assembleia Legislativa (ALMT) deve criar uma Câmara Setorial Temática (CST) ou um grupo de trabalho para acompanhar a situação da barragem da Usina Hidrelétrica de Colíder, no rio Teles Pires. A medida foi discutida na reunião da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, nesta terça-feira (19), diante do risco de rompimento da estrutura e dos impactos econômicos e sociais já registrados na região.
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