Diego Pires de Souza, de 37 anos, foi condenado nesta quarta-feira (20) a 31 anos e 6 meses de reclusão pelo assassinato da própria mãe, Mariza Pires, de 66 anos.
O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (20) na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. Durante a sessão, o réu rompeu o silêncio mantido desde o crime e confessou o homicídio. Este foi o primeiro feminicídio julgado após a mudança na lei, que aumentou a pena de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de prisão.

Na fase de investigação e também durante a primeira audiência, Diego havia se mantido em silêncio. Mas, diante dos jurados, admitiu a autoria do crime e ainda afirmou que estava sob efeito de cocaína.
Segundo ele, havia passado 22 dias internado em uma clínica de reabilitação, mas abandonou o tratamento pouco antes do homicídio.
“Eu tinha saído do serviço, mandei uma mensagem para ela e a localização, avisando que a minha bicicleta tinha quebrado. Aí cheguei em casa, tomei banho e fui deitar a bicicleta. Nesse meio tempo entrei no quartinho, peguei a droga e usei novamente. Um tempo depois, peguei a pá e fui para dentro de casa. Depois só me recordo da polícia chegando”, declarou.
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A versão apresentada pelo réu foi contestada por familiares. O irmão dele, Alfredo Gomes, de 32 anos, alegou não acreditar que o crime tenha sido motivado apenas pelo uso de entorpecentes.
“Ele sempre foi uma pessoa complicada. Não acredito que estivesse sob efeito de drogas, mas sim que tenha tido uma discussão com minha mãe e fez isso”, disse o irmão.
O crime
No dia 27 de dezembro de 2024, Diego assassinou a própria mãe com golpes de pá, dentro da casa da vítima, localizada no bairro Parque Residencial União, em Campo Grande. Após cometer o crime, Diego ainda pediu ajuda aos vizinhos, afirmando que a mulher havia sofrido uma queda.
A versão, no entanto, logo começou a ruir. Durante o atendimento, socorristas do Samu perceberam que os ferimentos não eram compatíveis com um acidente doméstico.
As contradições nos relatos de Diego levantaram suspeitas, e uma câmera de segurança registrou o momento em que ele descartava a arma usada no assassinato. Preso pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), o acusado aguardava o julgamento desde então