O corpo do alagoano José Wallefe dos Santos Lins, de 28 anos, foi localizado nesta quarta-feira (20), enterrado no bairro Residencial Isabel Campos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele estava desaparecido desde o dia 9 de agosto, quando foi sequestrado com a esposa e do filho dele por membros de uma facção criminosa.
A esposa de José, Ariane da Silva Cerqueira, de 27 anos, e o filho do casal, Gabriel Cerqueira Lins, de 1 ano, haviam sido resgatados no dia 13, após denúncias levarem a Polícia Militar a uma casa onde estavam sendo mantidos em cárcere privado.

Segundo a Polícia Civil, Ariane apresentava diversos hematomas e uma fratura no braço direito, causada pelas agressões sofridas. Ela precisou passar por cirurgia no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG). Gabriel, apesar de estar fisicamente bem, ficou bastante abalado e choroso. Após avaliação médica, recebeu alta e está sob cuidados de familiares em Cuiabá.
As investigações apontaram que o casal foi agredido por criminosos ligados a uma facção. Uma das suspeitas admitiu ter cuidado da criança por um dia antes de entregá-la a outra mulher, de 21 anos, envolvida nas agressões contra Ariane. Uma das investigadas já foi presa.
Segundo relato das suspeitas, José Wallefe foi levado pelos criminosos a uma região de mata, onde foi encontrado enterrado.

De acordo com a polícia, para não comprometer as investigações, detalhes sobre a execução de José não serão divulgados neste momento.
Vizinha desaparecida
A Polícia Civil de Mato Grosso investiga o desaparecimento de Gabrielly, de 21 anos, mulher trans que tem como nome civil Willian Gabriel Silva de Jesus. Ela não é vista desde 12 de agosto. A família acredita que o sumiço está diretamente ligado ao sequestro dos vizinhos e amigos dela, José Wallefe dos Santos Lins (28), Ariane da Silva Cerqueira (27) e, o filho do casal, um bebê de 1 ano, ocorrido no bairro Jacarandá.

Ao Primeira Página, a mãe da vítima contou ter sido informada que Gabrielly teria sido levada por membros de uma facção criminosa no mesmo dia em que a família vizinha foi sequestrada.
Ela teria tentado intervir para proteger a amiga Ariane de agressões, pedindo aos criminosos que não deixassem um homem bater na vítima para evitar ferimentos graves.
A mãe da jovem, que pediu para não ter o nome divulgado, disse estar desesperada. Ela contou que, desde a última vez que falou com a filha, as tentativas de contato não tiveram sucesso.
A mãe explicou que a filha vive há pouco tempo no mesmo condomínio onde o crime aconteceu.