Condenado a 225 anos por assassinar mãe e filhas, feminicida confesso pede reajuste de pena

A defesa de Gilberto Rodrigues dos Anjos, condenado a 225 anos de prisão pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e feminicídio contra Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, e suas três filhas, está pedindo o reajuste da pena. Gilberto foi condenado pelo Tribunal do Júri no último dia 7, no plenário do Fórum da Comarca de Sorriso, onde aconteceu a chacina. 

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A Defensoria Pública, que defende o assassino, ajuizou recurso de apelação pedindo que a dosimetria da pena seja reajustada com base nas tipificações que a defesa das vítimas alega no processo, para que ele fosse enquadrado em crime vilipêndio, e não por estupro. Se o Tribunal de Justiça (TJMT) acatar o pleito, a punição poderá ser diminuída. O Ministério Público vai se posicionar no sentido de manter os 225 anos aplicados no júri. 
No banco dos réus, Gilberto foi condenado por assassinar Cleci e suas três filhas: Miliane Calvi Cardoso, de 19 anos, Manuela Calvi Cardoso, de 13 anos, e Melissa Calvi Cardoso, de 10 anos. 
Em relação à vítima Cleci, os jurados reconheceram os crimes de feminicídio triplamente qualificado, com a causa de aumento de pena, bem como o estupro de vulnerável. Em relação à Miliane houve o reconhecimento de feminicídio triplamente qualificado com a causa de aumento, bem como o estupro de vulnerável. Em relação à Manuela, reconheceu-se o crime de feminicídio quadruplicamente qualificado com a incidência de causa de aumento e a condenação por estupro de vulnerável. No caso da caçula, houve o crime de feminicídio e inclusas cinco qualificadoras, bem como a causa de aumento, o que levou às penas dosadas.
O crime ocorreu em novembro de 2023, na cidade de Sorriso (420 km de Cuiabá). O assassino confesso acompanhou a sessão por videoconferência, diretamente da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, que fica a 420 km de Sorriso.
Os crimes ocorreram na madrugada entre os dias 24 e 25 daquele mês. Conforme já havia confessado, Gilberto invadiu a residência das vítimas e cometeu os assassinatos. Os corpos foram encontrados somente na manhã do dia 27, com sinais de violência sexual — com exceção da menina de 10 anos — e múltiplas lesões.
Na época, o réu trabalhava e residia em uma obra ao lado da casa da família. O pai e esposo das vítimas estava em viagem a trabalho. Gilberto foi preso pela Polícia Civil logo após a descoberta dos corpos e confessou os crimes em depoimento.

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