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“Eu sinto um pouco de vergonha de ver um país tão grande e ter seu legislativo a reboque de um sujeito que faz um vídeo e o Congresso sai correndo atrás. Assim que cheguei no Senado, comecei a trabalhar nessa questão de proteção da criança, porque eu venho da Polícia Rodoviária Federal e nós fomos quem primeiro detectou esse problema. Fizemos uma CPI, chamamos Big Techs, SaferNet e resultaram vários projetos que ainda estão tramitando”, afirmou.
Medeiros lembrou que atuou como relator da CPI da Prostituição Infantil, presidida pelo então senador Magno Malta, e destacou que projetos aprovados naquela época ainda aguardam votação final no Congresso. Ele citou, inclusive, a participação da atual senadora Damares Alves (Republicanos-DF) como consultora e assessora dos trabalhos.
O parlamentar também direcionou críticas a personalidades que, segundo ele, defendem hoje a pauta da proteção à infância com interesses distintos. “Todos esses caras, desde o Felipe Neto até os que agora gritam ‘Felca, Felca’, nunca tiveram preocupação com as crianças. Querem regular as redes para dominar o discurso público”, disse.
Medeiros ainda relembrou episódios da cultura brasileira que, em sua avaliação, já representavam a adultização de crianças, mas que não receberam a mesma reação da sociedade. “Quem não se lembra da Xuxa fazendo um filme em que fazia sexo com um garoto de 14 anos? Ou das crianças dançando nos shows da boquinha da garrafa, com vestimentas adultas? Essa preocupação não é legítima”, pontuou.

Medeiros diz sentir ‘vergonha’ do Congresso por correr atrás de Felca em debate sobre crianças
O deputado federal José Medeiros (PL) disse sentir “vergonha” do Congresso Nacional por, segundo ele, correr atrás do influenciador Felca após a denúncia feita pelo youtuber sobre a adultização e a erotização de crianças nas redes sociais. O parlamentar destacou que a pauta já era debatida no Legislativo há anos e que diversos projetos sobre o tema estão em tramitação desde sua atuação no Senado.
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