Após criticar vazamentos, Mauro questiona autenticidade de mensagens atribuídas a Bolsonaro

O governador Mauro Mendes (União) voltou a se posicionar sobre as investigações da Polícia Federal (PF) que levaram ao indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Carlos Bolsonaro (PL). Após criticar o vazamento de informações da apuração, Mendes questionou nesta quinta-feira (21) a veracidade das mensagens atribuídas aos dois e ao pastor Silas Malafaia.

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“Olha, é muito ruim o que está acontecendo no Brasil, gente. Ao invés de a gente discutir o déficit da Previdência, que vai ajudar a quebrar o país, nós estamos discutindo essa polarização e essas confusões. Um tal golpe que eu nunca vi nenhum tiro, um tal golpe que eu nunca vi nenhum tanque na rua, um tal golpe que não teve nenhuma morte, nada. Eu vi um bando de vândalos entrando ali que precisam ser punidos. E foram punidos, na minha opinião, com todo respeito, mas na minha opinião de forma exagerada. Eu já vi gente cometendo crimes muito piores, passar dois, três anos na cadeia. São condenados a 17 anos. Ou nem ir pra cadeia”, afirmou o governador durante evento no Parque Novo Mato Grosso.
“Então eu vejo que, nesse momento, nós temos que voltar a focar no Brasil, nos problemas do Brasil, e deixar um pouco essas confusões de lado aí”, completou.
Mauro também disse que não é possível confirmar a autenticidade do material divulgado. “Rapaz, em tempos de fake news, será que aquilo é verdade ou não? É um vazamento oficial, ou é um vazamento de repente, foi alguém que produziu um negócio e soltou nas redes e vai virar essa confusão? Alguém pode me afirmar? Ninguém pode. Primeiro que, se for um vazamento, é grave, porque não pode ter algo na mão da Justiça e começar a vazar seletivamente informação. E será que não é fake news? Será que alguém produziu aquilo e soltou na rede e tá vazando? Então, eu deixo de comentar porque eu não sei a veracidade daquilo”, declarou.
Contexto das investigações
No relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF apontou indícios de que Jair e Carlos Bolsonaro atuaram para atrapalhar as apurações sobre a tentativa de golpe de Estado, processo em que o ex-presidente é réu. Segundo o documento, os dois teriam praticado o crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito, ao agir contra instituições como o STF e o Congresso Nacional.
As investigações também recuperaram registros de mensagens apagadas do celular de Bolsonaro com Silas Malafaia e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O material reforçaria articulações para coagir autoridades judiciais e interferir em inquéritos sobre a trama golpista.
A PF cumpriu nesta quarta-feira (20) mandados de busca e apreensão contra Malafaia, que retornou ao Brasil vindo de Lisboa, mas não foi indiciado. Eduardo Bolsonaro reassumiu o mandato em 21 de julho, mas segue nos Estados Unidos, onde mantém interlocução com aliados do ex-presidente Donald Trump.
Segundo o relatório, as tentativas de articulação tinham como objetivo “impedir eventual condenação criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro e demais réus, acusados pela prática dos crimes de organização criminosa, abolição violenta ao Estado democrático de direito e golpe de Estado”.

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