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Atualmente, a OEA é comandada pelo uruguaio Luis Almagro. A escolha de seu sucessor será em 10 de março.
Em outra ponta da disputa, Trump e seus aliados trabalham por outros nomes. Um deles é o no secretário-geral da OEA seja o chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano. Um colombiano também foi cogitado para o cargo.
Mas hoje a Colômbia, governada pelo esquerdista Gustavo Petro, declarou apoio ao candidato do Suriname, anunciou o Itamaraty. Todos os países que apoiam Ramdin são governados pela esquerda: Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Bolívia.
OEA atenderia agenda conservadora
Historicamente, muitos países latino-americanos veem a OEA com desconfiança. O organismo não é visto como peça-chave na estratégia brasileira de integração nacional.
Ao contrário, a Casa Branca enxerga a OEA como o instrumento para viabilizar uma agenda conservadora na região. A seu favor, pesa o fato que 60% do orçamento do organismo é bancado pelos cofres norte-americanos.
Assessores de Trump têm dito ao UOL que querem garantir que esses recursos cumpram a missão de fortalecer a posição dos EUA na região. Em novembro de 2024, deputados republicanos enviaram uma carta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos —um órgão autônomo, mas ligado à OEA— com ameaças de que haveria um corte de recursos dos EUA caso a comissão não atuasse contra o Brasil. A reclamação era sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o empresário Elon Musk, dono da rede social “X” (ex-Twitter), mas que estava prestes a se tornar um membro do governo de Donald Trump.

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