TJ manda soltar membro da “gangue do chicote” envolvido em investigação de lavagem do tráfico

O desembargador Wesley Sanches Lacerda, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinou na última quarta-feira (20) a soltura de Rafael Geon de Sousa, conhecido por integrar a chamada “gangue do chicote”. O empresário estava preso preventivamente no âmbito da Operação Datar, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e que já movimentou cerca de R$ 185 milhões desde 2019.

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A decisão atendeu a um pedido de reconsideração da defesa, que argumentou que a situação de Rafael era semelhante à de Thiago Massashi Sawamura, outro investigado na Datar que conseguiu habeas corpus em decisão anterior. Ao analisar os autos, o desembargador entendeu que Rafael não integra o núcleo central do grupo de lavagem, formado por Diego de Lima Datto, Patrike Noro de Castro, Jackson Luiz Caye e Marco Antonio Santana.
Contra ele, a investigação aponta apenas uma movimentação financeira isolada de R$ 57,2 mil, entre 2015 e 2023. Já os dois DJs apontados como líderes do esquema, Patrike e Diego, movimentaram mais de R$ 32 milhões em oito anos, segundo a Polícia Civil.
Para o magistrado, embora os fatos apurados sejam graves, não há indícios de que Rafael tenha voltado a delinquir após 2023, quando foi alvo de outro processo criminal, ligado à “gangue do chicote”. Naquele caso, ele foi preso por integrar um grupo de agiotas que ficou conhecido nacionalmente após a divulgação de imagens em que um devedor foi chicoteado em Cuiabá.
Com a nova decisão, Rafael deixa a prisão mediante medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo; proibição de sair da comarca sem autorização; proibição de manter contato com outros investigados.
O desembargador determinou a expedição imediata do alvará de soltura, mesmo em regime de plantão, caso não haja outra ordem de prisão em vigor. O caso segue em investigação pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

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