Fagundes rejeita visita a Bolsonaro para exibir como ‘troféu’ e só irá com aval de Flávio: ‘na hora que chamar, nós vamos’

O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que não pretende visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, para não transformar a figura do ex-mandatário em uma espécie de “troféu” ou para simplesmente dizer que esteve lá. Em entrevista concedida esta semana, ele afirmou que só visitará o ex-presidente quando for chamado por Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente.

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“Todos os dias que a gente está lá conversando [com Flávio Bolsonaro]. O Flávio faz parte do nosso partido. É o filho. Então, ele tem conversado com o pai.Eu não quero ir lá me aparecer. Eu não quero usar a figura do presidente Bolsonaro para vir aqui e dizer ‘eu fui lá”, disse Fagundes
Fagundes mencionou um episódio similar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro na reeleição em 2022. Naquela ocasião, ele relatou que Bolsonaro ficou entristecido e que só o visitou após ser chamado por Flávio. 
Ele disse que uma eventual visita à prisão domiciliar do ex-presidente dependerá de um convite do filho de Bolsonaro.
“Quando o presidente Bolsonaro perdeu a eleição. O presidente Bolsonaro, claro que ele estava triste. O Flávio falou, ‘vamos lá’. Fomos todos os senadores do PL. Com o presidente do PL. Conversamos, levamos o apoio.  “Então, na hora que o Flávio nos chamar, nós vamos. Agora, eu não vou lá pedir para ir sozinho, não”.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi determinada após o descumprimento da medida cautelar que impedia o ex-presidente de usar as redes sociais de terceiros.
A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Nesse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por mandar recursos, via pix, para custear a estadia de seu filho no exterior, enquanto ele buscava sanções que visavam pressionar a justiça brasileira.
Trump e integrantes de seu governo afirmam que Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” e que Moraes age contra a liberdade de expressão e empresas americanas que administram redes sociais.
A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

 

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