Suspeito de matar esposa a facadas enviou fotos de mulher morta para familiares

Após assassinar a esposa a facadas, o suspeito Lucas França, de 22 anos, mandou fotos da mulher morta para familiares confessando o crime. As imagens, segundo a Polícia Civil, foram direcionadas a irmã da vítima e também ao irmão do suspeito.

A fonoaudióloga Ana Paula Abreu Carneiro, de 33 anos, foi brutalmente assassinada pelo namorado na tarde desse domingo (24), em Sinop, no norte de Mato Grosso. Ela foi morta por, ao menos, 15 facadas.

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A vítima utilizou as redes sociais para se declarar para o suspeito três dias antes de ser assassinada por ele. (Foto: reprodução)

Conforme relato da irmã da vítima, o suspeito entrou em contato por meio de uma rede social, confessando a autoria do homicídio com fotos da mulher morta.

Em seguida, os policiais também receberam informações do irmão do suspeito, que relatou o mesmo fato: recebeu fotos da vítima morta.

Feminicídio

O corpo foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros, em uma casa na Avenida das Sibipirunas, local onde o casal morava, com diversas perfurações provocadas por faca, atingindo pescoço, tronco, abdômen e pernas.

O suspeito Lucas França, de 22 anos, mandou fotos da mulher morta para familiares confessando o crime. (Foto: Reprodução)
O suspeito Lucas França, de 22 anos, mandou fotos da mulher morta para familiares confessando o crime. (Foto: Reprodução)

Durante buscas, os policiais encontraram o suspeito no quarto, em estado de surto psicótico. Lucas chegou a resistir à abordagem da Polícia Militar, recusando-se a aceitar a prisão.

O Corpo de Bombeiros constatou a morte de Ana Paula. O suspeito foi encaminhado para a delegacia para as providências que o caso requer.

A cena indicava sinais de luta corporal. Conforme relato do perito criminal Edson Gomes, da Politec, marcas de sangue foram localizadas em mais de um cômodo, sugerindo que Ana Paula tentou escapar do agressor antes de ser morta.

Durante a perícia, três facas foram recolhidas, todas com vestígios de sangue, o que aponta para a possibilidade de mais de uma ter sido usada na ação criminosa.

O caso está sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do feminicídio.

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