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A declaração ocorre após o governo estadual anunciar a rescisão contratual com o Consórcio Construtor BRT, formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda. Mendes garantiu que o Estado está empenhado em encontrar uma solução rápida para a continuidade das obras e que o diálogo com as empresas segue no sentido de viabilizar a conclusão dos trechos já iniciados na Avenida do CPA, em Cuiabá.
“Nós fizemos uma notificação de rescisão, prazo contratual, cinco dias úteis. Nós demos à empresa mais cinco dias porque eles pediram, em função do grande volume de informações que nós aduzimos na peça encaminhada pela Procuradoria-Geral do Estado, e esse prazo venceu semana passada. Eles responderam, foi na quinta ou sexta-feira, e o Estado está analisando. Nessa semana tem reuniões acontecendo internamente dentro da Sinfra e tem reuniões que vão acontecer também ao longo dessa semana com o Consórcio. Se nós chegarmos a um ordenamento comum, poderemos construir uma solução que atenda o Estado de Mato Grosso na continuidade das obras, não com eles, mas pelo menos parcialmente com eles”, explicou Mendes.
Caso um acordo não seja alcançado, o governador destacou que a rescisão será bilateral e que o Estado já trabalha para reorganizar os projetos, mantendo diálogo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para viabilizar novas licitações em breve.
Sobre as críticas em relação à situação do modal, Mendes rebateu as comparações com o VLT e afirmou que os problemas enfrentados são diferentes. “Quem fala isso está desinformado. Não pode ser o adversário maldoso. A esses eu digo que estão muito enganados, aqui não teve corrupção, não teve propina. Teve uma empresa que foi contratada e performou mal. O governo deu todas as oportunidades, apertou, fez tudo o que tinha que fazer e está rescindindo contrato, de peito aberto, bem diferente do caso do VLT, que foi uma história de corrupção, com participação de muitos adversários que, inclusive, agora podem estar criticando”, afirmou o governador.
O chefe do Executivo estadual reforçou que a gestão está tomando todas as providências necessárias para que as obras do BRT sejam retomadas o mais rápido possível. “Quem está preocupado com Cuiabá, eu digo para ficar bem tranquilo, o governo está cuidando disso com muito zelo, como sempre fiz em Cuiabá. Vamos ter uma solução em breve”, garantiu.
Mendes também defendeu que o problema enfrentado com o Consórcio Construtor BRT não é inédito e que situações semelhantes já ocorreram em outras obras públicas. “Não tenho culpa se uma empreiteira que ganhou uma licitação, na forma da lei, não performou bem. Não é a primeira obra em que isso acontece. O governo paga direitinho e não cobra nada além do normal. Estamos seguindo os prazos necessários para reorganizar a execução, pois no setor público existem ritos a serem cumpridos”, acrescentou.
O governador finalizou destacando que as tratativas com o TCE e outros órgãos de controle já estão avançadas para que as obras possam ser retomadas o mais breve possível. “Se dependesse apenas do governador, eu teria resolvido isso há muito tempo, mas nós temos um contrato, uma lei e as orientações da Procuradoria-Geral do Estado e do TCE. Vamos encontrar uma solução no menor prazo possível”, concluiu.

Mauro rebate comparações entre BRT e VLT e garante solução para obras: ‘não teve corrupção, nem propina’
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), negou que as obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande tenham seguido o mesmo caminho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modal que deveria ter sido concluído para a Copa do Mundo de 2014, mas nunca foi finalizado. Durante um evento do LIDE, na capital, nesta terça-feira (25), Mendes afirmou que, ao contrário do VLT, o projeto do BRT não está envolvido em esquemas de corrupção, como desvio de recursos e pagamento de propina.
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