Campos criticou punições exageradas aplicadas a algumas pessoas envolvidas nos atos e defendeu que a anistia deve acontecer, ao menos para aqueles que, segundo ele, não cometeram atos graves.
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“Tem que haver anistia? Tem! Em determinadas situações, tem que haver. É uma barbaridade pessoas sendo condenadas a 17 anos de cadeia em regime fechado, pagando multas altíssimas. O cidadão, muitas vezes, num momento de ilucidez, de fraqueza, foi naquela leva de ‘Maria vai com as outras’ e acabou penalizado”, disse o senador.
Jayme mencionou o caso de uma cabeleireira que teria sido presa por passar batom em uma estátua no STF e defendeu que situações como essa não justificariam penas severas. “Nem assassino fica tanto tempo preso”, criticou.
Embora as discussões sobre anistia sejam tratadas como tema do Congresso Nacional, e não apenas do Senado, Campos reconhece que o cenário pode mudar com a nova denúncia contra Bolsonaro. “Não sei dizer se o clima no Congresso mudou. A denúncia foi feita ontem, e estou em Cuiabá. Mas é evidente que novos fatos influenciam os rumos das discussões.”

Jayme diz que denúncia contra Bolsonaro pode enfraquecer anistia, mas defende benefício para Maria vai com as outras
O senador Jayme Campos (União) afirmou que o clima no Congresso estava favorável à votação da anistia para os presos e investigados pelos atos de 8 de janeiro, contudo, a recente denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode enfraquecer a tese, gerar insegurança entre os parlamentares e influenciar diretamente as discussões.
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