Dois homens, de 24 e 25 anos, foram presos na madrugada desta sexta-feira (29) suspeitos de usarem drone para tentar lançar drogas, celulares e outros materiais ilícitos dentro do Instituto Penal de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste.

Conforme o boletim de ocorrência, agentes penitenciários identificaram drones sobrevoando a unidade prisional. Então, equipe da Força Tática do 9º Batalhão de Polícia Militar foi acionada para verificar. Durante o acompanhamento, foi verificado que o drone pousava em uma área próxima à BR-262, nas imediações de um posto de combustível, para ser recarregado e reabastecido com os materiais.
Policiais se deslocaram a pé por um matagal e flagraram dois indivíduos preparando o equipamento para um novo lançamento. Um deles operava o controle remoto enquanto o outro manuseava o drone e acondicionava os objetos. Ao receberem ordem de prisão, ambos tentaram fugir, mas foram alcançados e imobilizados.
Pouco depois, os suspeitos informaram que um terceiro homem, em um veículo, faria a entrega de mais materiais. O carro foi avistado, mas o motorista desobedeceu à ordem de parada e avançou contra a guarnição, que reagiu com disparos de arma de fogo. O veículo conseguiu escapar e não há registro de feridos.
Com os detidos, foram apreendidos o drone, controles, três baterias, seis carregadores, uma balança de precisão, fios de nylon, além de 166 gramas de maconha, 40 gramas de cocaína e oito celulares novos que seriam lançados no presídio. Também foi recolhido um aparelho celular utilizado para comunicação com o mandante da ação, um interno da unidade penal, que monitorava as atividades em tempo real por aplicativo de mensagens.
Em depoimento, os suspeitos afirmaram que recebiam cerca de R$ 500 por cada viagem do drone e que conseguiam realizar até seis voos em uma única noite. Um deles ainda apresentou identidade falsa durante a prisão, mas posteriormente confessou seu verdadeiro nome, revelando que possuía mandado de prisão em aberto.
Os dois foram encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), onde permaneceram à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.