O sepultamento de Emanuelly Victória Souza Moura, de 6 anos brutalmente assassinada em Campo Grande, aconteceu nesta sexta-feira (29). O padrasto da menina, Deivid Bernardes, autônomo, confirmou que haviam frequentes denúncias contra a família, mas alegou perseguição.

O padrasto, diz que convivia com Emanuelly desde os primeiros dias de vida e pediu paz para a família neste momento de luto.
“Minha filha era tudo para a gente. A gente nunca esperava que acontecesse uma coisa dessa. Conheci ela quando tinha só duas semanas de vida. Era uma criança muito amada, muito carinhosa”, disse.
À reportagem, ele disse que família enfrentava há meses uma rotina de denúncias anônimas de maus-tratos, que, segundo ele, nunca se confirmaram.
“O conselho tutelar ia na nossa casa, via tudo cheio, as crianças bem cuidadas, brincando. Nunca encontraram nada. Mesmo assim, as denúncias continuavam. A gente só queria viver em paz”, desabafou.
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O padrasto também refletiu sobre a violência e reforçou que denúncias não tinham base. “É uma coisa que não dá para explicar. A gente já vinha sofrendo com denúncias sem fundamento e, de repente, aparece um homem capaz de uma brutalidade dessas. Nunca imaginávamos.”
Ele e a esposa agora se voltam para o cuidado com a filha de 2 anos, que já sente a ausência da irmã. “Só queremos seguir em paz e lembrar da nossa filha pelo que ela foi, uma criança amorosa, que trouxe alegria para todos nós”, finalizou o padrasto.
