Jayme Campos diz que projeto para acabar com a Lei da Ficha Limpa visa “beneficiar malandro”

O senador Jayme Campos criticou detonou o projeto de lei, que tramita no Congresso Nacional, que pretende reduzir o período de inelegibilidade de políticos condenados, de oito para dois anos, na Lei da Ficha Limpa. O ex-governador ainda acrescentou que a proposta “visa beneficiar malandro” e que não deve ganhar força no Legislativo.

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“Tem que continuar os 8 anos. Eu sou favorável que permaneça a lei que está aí. Nada de reduzir. Isso vai estar beneficiando malandro aí. Eu não posso afirmar se esse projeto vai beneficiar alguns, porque eu não conheço o projeto ainda, o conteúdo. Mas acho muito difícil passar no Congresso Nacional”, disse o senador à imprensa, nesta quarta-feira (19).
 
O texto foi proposto pelo deputado federal Bibo Nunes (PL-RS). Aprovada em 2010, a Lei da Ficha Limpa alterou a legislação de inelegibilidade, criada em 1990, estabelecendo regras mais rígidas para impedir que políticos condenados por crimes, como corrupção e abuso de poder, disputem as eleições. Atualmente, a lei prevê que políticos condenados quem inelegíveis por oito anos.
 
Caso aprovado, o projeto modicaria a Lei das Inelegibilidades, reduzindo, de oito para dois anos, o período de inelegibilidade para políticos condenados, o que impactaria na Lei da Ficha Limpa.
 
A mudança reduziria o prazo de inelegibilidade para condenações por abuso de poder político ou econômico e uso indevido dos meios de comunicação — crimes pelos quais o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O líder da direita atualmente está inelegível.
“Foi uma luta, uma conquista da sociedade. Esse movimento surgiu lá atrás por vontade do povo brasileiro liderado por um juiz federal lá de Mato Grosso do Sul. Isso não pode reduzir coisa alguma”, completou.

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