Julgamento de Bolsonaro: Polícia do Senado faz varredura com cão farejador no STF
Agentes de segurança reforçam proteção no prédio da Primeira Turma do Supremo. Crédito: Estadão
Manifestantes críticos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ergueram um boneco inflável gigante do ex-presidente na manhã desta terça-feira, 2, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar Bolsonaro e outros sete réus no processo da trama golpista. O protesto acontece a poucos quilômetros da casa de Bolsonaro, em Brasília.
“Sem anistia para golpistas”, diz a faixa que acompanha o boneco gigante. A peça foi colocada perto da Ponte JK em Brasília, que liga o Jardim Botânico, bairro nobre onde mora o ex-presidente, ao Plano Piloto, onde fica o STF. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o mês passado no âmbito de outro processo, que apura coação na ação penal do golpe.
O protesto é coordenado pelo Comitê Popular de Luta do Jardim Botânico. Nas redes, a entidade tem o “L” de Lula e a estrela vermelha do PT. O grupo defende o governo petista nas redes sociais.
A desavença de Bolsonaro com esse grupo de moradores da região começou no fim de 2022, quando o ex-presidente deixou o Palácio da Alvorada. Naquela época, os vizinhos fizeram um outdoor com a mensagem “Jair aqui não! Jardim Botânico quer paz”, que logo foi destruído por bolsonaristas, que levaram o caso à polícia para tentar descobrir quem pagou pelo anúncio.
Em 2023, o grupo investiu em uma ação digital: mudou o nome do condomínio no Google Maps para “Condomínio Rei do Gado”. O apelido, ironizado nas redes pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi retirado da plataforma após a repercussão do caso.

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