Câmara abre processo por quebra de decoro contra Boulos, Lindbergh, Gayer, Kim e outros; veja lista

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados abriu 14 processos disciplinares por quebra de decoro nesta terça-feira. Entre os deputados acusados estão Guilherme Boulos (PSOL-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gustavo Gayer (PL-GO) e Kim Kataguiri (União-SP).

O deputado Guilherme Boulos é acusado pelo Partido Liberal (PL) de ter ofendido parlamentares da legenda durante uma reunião do Conselho de Ética em abril deste ano.

Já o deputado Lindbergh Farias enfrenta dois processos, o primeiro, aberto pelo partido Novo, o acusa de ter divulgado informações falsas nas redes sociais contra o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). O segundo é uma acusação do PL por ofender o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e ter defendido sua cassação em março deste ano.

Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT) abriu um processo contra Gayer por postagens ofensivas e misóginas contra a ministra Gleisi Hoffmann e outras mulheres.

Na sessão, também foi estabelecida a lista tríplice para o sorteio dos relatores, ou seja, para cada um dos 14 processos abertos, três nomes de deputados foram selecionados. O presidente do Conselho de Ética, deputado Fabio Schiochet (União-SC), será o responsável por definir posteriormente cada um dos relatores.

Apesar disso, o único relator já definido é o do processo 15/25, no qual o PT também acusa o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) de ataques ofensivos contra a ministra Gleisi Hoffmann, durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública. O relator do processo será o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).

Confira a lista completa de parlamentares acusados:

Sobre a representação, a assessoria de Guilherme Boulos afirmou que parlamentares do PL, partido que o acusa, xingam e atacam diariamente na Câmara, sem que tenham processos abertos. Ele também citou a ocupação da Mesa Diretora da Câmara e o caso de Eduardo Bolsonaro, que está fora do País e, segundo ele, “usando o mandato para conspirar contra o Brasil há 6 meses e sequer foi julgado pelo Conselho”. Os demais parlamentares não se manifestraram.

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