'Foram deselegantes comigo', diz Galvão sobre saída da Globo

Reprodução/TV Globo

Ilustração

GABRIEL VAQUER

DA FOLHAPRESS

Galvão Bueno admitiu, pela primeira vez, que ficou incomodado com as circunstâncias de sua saída da Globo. Segundo o comunicador, após 43 anos de parceria profissional, a emissora perguntou se ele teria algum projeto a apresentar para seguir contratado.

 

“Achei um pouco de desaforo”, afirmou ao Olho no Olho, novo programa de entrevistas da Folha.

 

O primeiro episódio está disponível a partir desta quinta-feira (4) no canal da Folha no YouTube e nas redes sociais do jornal.

 

No bate-papo, Galvão afirma que deixou de lado o seu canal na plataforma de vídeos do Google.Segundo contou, fazer algo apenas para o digital não fez a sua cabeça. Seu negócio é televisão, e convites para trabalho não faltam.

 

“Ficar só no YouTube não deu para mim. Não quero ser youtuber, quero fazer televisão no YouTube. O Johnny Saad, dono da Band, me disse que fico o tempo que quiser, quando eu quiser”, afirmou.

 

O apresentador também falou do que vê como problemas no futebol brasileiro e abordou polêmicas em que se viu envolvido. Ele esclareceu que foi contra a camisa vermelha da seleção brasileira por não ter nada a ver com o país.

 

“Fiquei puto da vida com essa história, mas não teve nada a ver com política. Eu falo para um Brasil inteiro sem qualquer distinção. Era uma falta de respeito com a camisa azul [o segundo uniforme], que é tradicional”, explica.

 

Galvão revelou ter mágoa de Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

 

“Ele ficou chateado comigo, antes eu fiquei chateado com ele. Ednaldo e não teve honra em um compromisso comercial que tinha comigo”, afirmou.

 

O narrador, inclusive, diz que foi ele quem indicou Carlo Ancelotti para o cargo de técnico da seleção brasileira ao ex-presidente da CBF:

 

“Falei que não tinha outro, a não ser ele”. Ele também disse não ter constrangimento algum em ser o garoto-propaganda de uma casa de apostas.

 

“Jogo é um negócio perigoso. Mas a casa que tenho contrato é séria”, defendeu.

 

Ele falou também sobre o amor pela família, a fama de bon-vivant e o sonho que ainda quer realizar:

 

“Falta um programa de auditório. Acho que seria legal”, diz.

 

A próxima edição do Olho no Olho contará com Bárbara Coelho, apresentadora da CazéTV e ex-Globo. A primeira temporada terá episódios exibidos até o fim deste ano.

 

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