Atirador que matou rival à luz do dia é condenado a 24 anos pelo Júri

Preso no dia 21 de março de 2024 por matar a tiros Matheus Pompeu Dias, de 40 anos, Eriton Amaral de Souza foi condenado a 24 anos de cadeia pelo Tribunal do Júri. O julgamento foi realizado nesta sexta-feira (5).

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Eriton ao lado do carro de Matheus, com arma em punho (Foto: Relatório policial)

O crime aconteceu antes das 7h na Avenida Ana Rosa Castilho Ocampos, no bairro Jardim Montevidéu, em Campo Grande. A vítima seguia em um carro, quando foi abordada pelo atirador, que estava em uma moto. Eriton disparou diversos tiros, matando Matheus ainda no local.

A investigação descobriu que Matheus era integrante de uma facção paulista, mas depois de ser acusado de matar um companheiro de crime sem autorização e também de estupro, foi jurado de morte pelo próprio grupo. Em 2020, um atentado contra ele acabou na morte da sua esposa, Sônia Estela Flores dos Santos.

Depois disso, Mateus foi parar na cadeia e, na época, contou sobre as ameaças e negou os crimes pelo qual era acusado pela facção.

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Para a polícia, apesar do tempo, a facção continuou com a missão de executar Mateus. Essa versão foi confirmada pela atual companheira dele, que em depoimento, revelou que o marido foi avisado de que ainda era alvo e deixou claro que sabia de quem.

“Tonzinho”, como é conhecido no mundo do crime, é um assassino profissional e estudou a rotina de Mateus para ter certeza do melhor momento para atacar, sem ferir pessoas da família dele, de acordo com informações da polícia. 

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Eriton Amaral de Souza, que foi preso em flagrante por assassinato em Campo Grande (Foto: reprodução de processo)

O crime

Através de imagens de câmeras de segurança, os investigadores constataram que Mateus foi perseguido pelo assassino desde o momento em que deixou a serralheria que trabalhava na rua Ana Rosa Castilho Ocampos, no Jardim Montevidéo, em um Fiat Uno. Poucos metros depois, foi interceptado.

O pistoleiro estava de moto, por isso não teve dificuldade em emparelhar com o carro da vítima, sacar a arma e disparar várias vezes contra Mateus.

O que “Tonzinho” não esperava, é que os tiros seriam ouvidos por um sargento de folga. O militar dirigia pela região e quando notou os disparos, deu a volta na avenida e encontrou o suspeito ainda com arma em punho, ao lado do carro da vítima. Ele se apresentou como policial, mas foi recebido a tiros. Para se defender, se escondeu atrás da porta do próprio carro.

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Tonzinho com arma apontada para o carro do policial que flagrou o crime (Foto: Relatório Policial)

Eriton aproveitou para fugir em alta velocidade e foi perseguido pelo sargento. No caminho, disparou mais de uma vez contra o carro do policial.

Essa cena também foi capturada por câmeras de segurança. As imagens mostram que para não ser atingido, o militar dirigiu em zig-zag, enquanto ainda tentava parar o assassino.

A perseguição durou até a BR-163, quando “Tonzinho” perdeu o controle da direção, subiu em um meio-fio e tombou a moto. Ele ainda tentou fugir a pé, mas foi mais uma vez seguido e finalmente capturado. Ainda assim, conseguiu tirar o celular do bolso e quebrar a tela, para que a polícia não tivesse acesso.

O julgamento

Nesta sexta-feira (5), quando estava sentado no banco dos réus, escutou que o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime e a autoria dos delitos, confirmando a prática de homicídio qualificado, tentativa de homicídio simples, porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo. 

Diante disso, acabou condenado a 24 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de 22 dias-multa. 

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