Justiça ordena varredura nas contas de ex-assessor de Riva em ação que pedia suspeição de juíza

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, determinou a varredura nas contas bancárias de Cristiano Guerino Volpato, ex-assessor do ex-deputado José Riva que acusava a juíza Célia Regina Vidotti de ter sido designada propositalmente para condená-los nas ações da Operação Arca de Noé. A medida atende a pedido de Vidotti, em fase de cumprimento de sentença.

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Na decisão assinada na última quinta-feira (4), o juiz Bruno D’Oliveira Marques autorizou a consulta via sistema SisbaJud para identificar eventuais vínculos de Volpato com instituições financeiras. O magistrado destacou que a execução se processa no interesse do credor e visa à satisfação do crédito proveniente de multa pelo processo ajuizado contra Vidotti, cujo montante atualizado é superior aos R$ 351 mil.
Antes disso, Volpato tentou afastar a magistrada Célia Regina Vidotti do caso, alegando suspeição. Ele argumentou que a condução da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, no contexto da Operação Arca de Noé, teria violado o princípio do juiz natural. O pedido, contudo, foi rejeitado em instâncias superiores, e os embargos de declaração apresentados foram considerados protelatórios, com aplicação de multa – cujo valor atualizou e é cobrado por Vidotti.
 
As acusações contra Volpato remontam à Operação Arca de Noé, deflagrada pela Polícia Federal em 2002. A investigação apurou desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso por meio de cheques sem fundo e contratos com empresas de fachada. O caso gerou dezenas de ações de improbidade contra Riva, ex-parlamentares e assessores ligados ao esquema.
Com a nova decisão, a Justiça busca avançar no rastreamento de bens de Volpato para garantir o pagamento da dívida em favor de Vidotti. A exequente terá prazo de 15 dias para se manifestar após a juntada das informações bancárias.

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