Filho e neta da fazendeira que confessou assassinato de advogado são soltos; desembargador impõe tornozeleira

O desembargador Orlando Perri concedeu liberdade provisória à Alessandro Henrique Vageti e Giovanna dos Santos Vageti, filho e neta de Cleusa Bianchini, acusada de orquestrar o assassinato do advogado José Antônio da Silva, em julho deste ano, em Nova Ubiratã (506km de Cuiabá). Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma dívida de R$ 4.5 milhões que Cleusa contraiu pelos serviços prestados por José Antônio. Ela confessou toda autoria do crime e, em seu depoimento, livrou Alessandro e Giovanna.

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Segundo a investigação, o trio da mesma família contratou Kall Higor Machado, vulgo “mete bala”, para executar o advogado. Cleusa acreditava que, com a morte dele e a falta de herdeiros diretos, se livrariam de quitar a dívida. A investigação acusa os três de atuarem como mandantes do crime, enquanto Kall Igor é apontado como um dos executores.
Na ação em questão, os honorários advocatícios que João Antônio deveria receber alcança o montante de R$ 4.5 milhões.  Antes de ser assassinado, José Antônio enviou áudios a familiares relatando ameaças por parte dos investigados, mas deixou claro que não abriria mão das ações judiciais em que representava os interesses de cobrança.
As prisões ocorreram durante a Operação Procuração Fatal, com mandados cumpridos também nas cidades de Sorriso, Nobres e Tangará da Serra, com apoio de delegacias locais.
Submetidos à Custódia, Giovanna e Alessandro responderam o juiz Rafael Depra Panichella, da 1ª Vara Criminal do Fórum da Comarca de Sorriso, que decidiu mantê-los presos temporariamente. Já Cleusa respondeu à juíza Marina Dantas Pereira, da Vara Única de Arenápolis, que também ratificou a ordem de detenção cautelar. Giovanna e Alessandro foram encaminhados à Cadeia Pública de Sorriso, e Cleusa à de Nortelândia.
 

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