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O senador Ciro Nogueira (PP) afirmou que, caso Jair Bolsonaro (PL) não dispute a Presidência da República em 2026, o nome apoiado pelo ex-presidente deverá se comprometer a anistiá-lo.
O que aconteceu
Anistia visaria reparar “injustiça” contra Bolsonaro, diz Nogueira. Ministro da Casa Civil de Bolsonaro entre 2021 e 2022, o parlamentar defendeu o antigo chefe em entrevista ao programa Globonews nesta quinta-feira (6).
Declaração vem em momento em que direita discute nomes para 2026. Apesar de Bolsonaro ter dito várias vezes que será o candidato conservador para Presidência no ano que vem, lideranças como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, também são apontados como possíveis presidenciáveis.
Bolsonaro está inelegível desde junho de 2023. Naquela ocasião, uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou que o ex-presidente não pode participar de disputas até 2030 por conta de uma reunião com embaixadores em julho de 2022 — quando ele disputava a reeleição para Presidências da República. O entendimento foi de que o encontro violou a regra eleitoral.
Ex-presidente foi alvo de denúncia da PGR. No último dia 18, Bolsonaro e outras 33 pessoas foram acusados de envolvimento numa tentativa de golpe de Estado após a derrota para o atual presidente Lula (PT) nas eleições de 2022. O caso deve ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal.
Para Nogueira, Haddad é “ministro da Economia mais desacreditado da história”. À frente da pasta desde o começo do governo Lula, o petista tem sido alvo de críticas por conta da alta no preço dos alimentos e outros problemas. Lideranças como Gilberto Kassab (PSD) já vieram a público manifestar insatisfação.
Ex-ministro admitiu “divergências” com Gleisi Hoffmann (PT). Nogueira disse que discorda da visão de país da petista. No último dia 28, Lula anunciou Gleisi como nova chefe da Secretaria de Relações Institucionais. Ela substituiu Alexandre Padilha, que assumiu a pasta da Saúde no lugar de Nísia Trindade.

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