Ministério da Fazenda alertava desde março sobre fraude de empresas em Cuiabá

O Ministério da Fazenda, por meio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinha alertando desde março de 2025 sobre irregularidades envolvendo as empresas Metaverso Assessor de Investimento Ltda., Metaverso Soluções Digitais Ltda. e o empresário Jonathan Rosa Vieira Bispo, ligados ao site metaverso.ltda.

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Os alertas indicavam atuação irregular na captação de recursos e prestação de serviços de investimento sem autorização legal, sinalizando risco de fraude ao público.

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Empresário e empresas investigados em esquema de pirâmide já eram alvo de alertas da CVM. (Foto: Agência Brasil)

Na manhã desta sexta-feira (12), Jonathan Rosa Vieira Bispo foi preso preventivamente no âmbito da Operação Rede de Mentiras, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga um sofisticado esquema de pirâmide financeira. A ação incluiu mandados de prisão, busca e apreensão, e sequestro de bens que somam mais de R$ 1,3 milhão.

Investigações da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) dão conta de que o grupo era comandado por Jonathan. Ele e seus sócios utilizavam as empresas Metaverso Soluções Digitais Ltda., Multiverso Digital Ltda. e Bispo Investments Ltda. para atrair investidores de diferentes estados do país, com promessas de lucros mensais de até 7% e garantias inexistentes de segurança financeira.

Segundo a Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) da CVM, os investigados captavam recursos de investidores brasileiros de forma irregular, oferecendo serviços de administração de carteiras e assessoria de investimentos sem registro ou autorização da autarquia. Mesmo assim, utilizavam o site e canais digitais para atrair investidores, prática considerada ilegal.

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Desde março, CVM chamava atenção para possíveis fraudes de Metaverso Assessor e Metaverso Soluções Digitais. (Foto: PJC-MT)

Em março, a CVM determinou, por meio do Ato Declaratório nº 23.217, a suspensão imediata de qualquer atividade de captação pública de recursos ou prestação de serviços de investimento, proibindo a divulgação por sites, aplicativos ou redes sociais. A autarquia ressaltou que tais práticas violam a Lei nº 6.385/76 e as Resoluções CVM 21 e 178.

Paralelamente, a Decon investiga crimes relacionados, como lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa e crimes contra a economia popular. A operação segue em andamento, e novas medidas judiciais podem ser adotadas conforme o avanço das investigações.

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