A Polícia Federal deflagrou nessa sexta-feira (12) a Operação Ártemis IV, com o objetivo de reprimir a aquisição e o armazenamento de material de abuso sexual de crianças e adolescentes em Barra do Garças, Mato Grosso.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na cidade, expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca local, como parte de uma investigação em curso sobre crimes virtuais envolvendo vítimas menores de idade.
Segundo a PF, o investigado adquiriu e armazenou os arquivos ilícitos em provedores de armazenamento em nuvem, prática que permitia a disseminação do material de forma digital.
A operação teve como foco coletar novas provas que possam reforçar o caso e possibilitar a responsabilização criminal. Todo o material apreendido passará por perícia detalhada para confirmar a natureza dos arquivos e identificar possíveis vítimas.
O suspeito poderá responder pelos crimes de aquisição e armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil, conforme prevê a legislação brasileira.
Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda utilize o termo “pornografia infantil” (art. 241-E da Lei nº 8.069/1990), especialistas e organismos internacionais recomendam o uso da nomenclatura “abuso sexual de crianças e adolescentes” para dar dimensão real da violência infligida às vítimas.
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e da orientação familiar. Pais e responsáveis são aconselhados a monitorar o uso de redes sociais, aplicativos e jogos digitais, além de dialogar abertamente sobre riscos e segurança online.
Mudanças de comportamento nos jovens, como isolamento, sigilo excessivo sobre atividades no celular ou computador, podem indicar situações de risco que devem ser investigadas.
Além do acompanhamento virtual, a orientação sobre como reagir a contatos inadequados em ambientes digitais é fundamental. Crianças e adolescentes devem saber que podem e devem procurar ajuda imediatamente, seja com familiares, professores ou autoridades competentes.
