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Na decisão, a magistrada verificou que não houve irregularidades na prisão do suspeito e não encontrou indícios que pudessem anulá-la.
“Ausente qualquer ilegalidade na condução do cumprimento do mandado de prisão decretado alhures, dê-se vista dos autos da medida cautelar correspondente à Defesa constituída pelo representado, para conhecimento dos fatos imputados e posterior manifestação por escrito”, destacou a juíza em trecho da decisão.
Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), Jhonatan e seus sócios utilizavam as empresas Metaverso Soluções Digitais Ltda., Multiverso Digital Ltda. e Bispo Investments Ltda. para atrair investidores de diferentes estados, oferecendo rentabilidade de até 7% ao mês e falsas garantias de segurança financeira.
As apurações apontam que o esquema movimentou milhões de reais por meio de propagandas em redes sociais e transmissões ao vivo no YouTube, no canal “Treta Trader”, para captar vítimas. Além das promessas de rentabilidade sem risco, o grupo incentivava a entrada de novos investidores, prática típica de pirâmide financeira.
Diversas vítimas relataram prejuízos expressivos, com aportes que variaram de alguns milhares a centenas de milhares de reais. Em alguns casos, famílias inteiras foram lesadas. Há ainda relatos de intimidações e ameaças contra investidores que questionavam a falta de pagamento.
Diante da robustez das provas, a Polícia Civil representou ao Judiciário pelo bloqueio de bens e contas bancárias de Jhonatan e dos demais investigados, até o valor de R$ 1.354.206,00.
A investigação também revelou indícios da prática de lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo e a economia popular.

Justiça mantém prisão de líder de esquema de pirâmide que movimentou milhões em golpes
A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), manteve a prisão de Jhonatan Rosa Vieira Bispo durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (12), em Cuiabá. Ele foi preso por integrar um esquema de pirâmide financeira que movimentou milhões de reais por meio de empresas que atraíam investidores com promessas de lucros mensais.
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