Mais de 350 mil litros de água no combate ao fogo, mas Serra Azul ainda tem focos ativos

Os incêndios florestais continuam mobilizando grandes operações em Mato Grosso. Os focos mais críticos estão concentrados na Serra do Roncador e no Parque Estadual da Serra Azul, em Barra do Garças, além de 17 registros de fogo em terras indígenas, que exigem ação do Governo Federal. Ao todo, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) atendeu 31 ocorrências de incêndios apenas nas últimas 24 horas.

Incêndio no Parque Estadual Serra Azul. (Foto: reprodução)
Incêndio no Parque Estadual Serra Azul. (Foto: reprodução)

Serra do Roncador e Parque Estadual da Serra Azul

Na Serra do Roncador, três aeronaves auxiliam no combate às chamas, permitindo avanços significativos no controle ao fogo que já dura mais de uma semana. As frentes leste, sul e oeste foram contidas, mas as equipes seguem empenhadas em eliminar os focos restantes.

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O trabalho envolve brigadistas, bombeiros militares, militares do Exército e voluntários, todos apoiados por caminhões-pipa e maquinários pesados.

incêndios Serra do Roncador (Foto: Victor Pedroso)
Incêndios Serra do Roncador (Foto: Victor Pedroso)

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Já no Parque Estadual da Serra Azul duas aeronaves e um helicóptero estão em atividade constante, que já totalizam 42 horas de voo, despejando cerca de 351 mil litros de água diretamente sobre os focos ativos. Um helicóptero também atua na operação, auxiliando na infiltração das equipes em áreas de difícil acesso.

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Terras indígenas concentram 17 focos de incêndio

O monitoramento também revelou a presença de 17 focos de fogo em terras indígenas, distribuídos por diferentes municípios. Entre as áreas atingidas estão:

  • Marechal Rondon (Paranatinga) – 4 focos;
  • Zoró (Rondolândia) – 3 focos;
  • Sangradouro/Volta Grande (Poxoréu) – 2 focos;
  • Parque Indígena do Xingu (Gaúcha do Norte e Nova Ubiratã) – 2 focos;
  • Sararé (Conquista D’Oeste), Roosevelt (Rondolândia), Parabubure (Campinápolis), Areões (Nova Nazaré), Nambikwara (Comodoro) e São Domingos (São Félix do Araguaia) – 1 foco em cada.
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Estado enfrenta onda de incêndios com 340 focos de calor em 24 horas. (Foto: CBMT)

Nesses casos, a legislação determina que o combate deve ser conduzido por órgãos federais, já que o Estado não tem autorização para atuar nessas áreas. Até o momento, o CBMMT não foi acionado para essas ocorrências.

Situação em outros municípios

Além de Barra do Garças, Vila Bela da Santíssima Trindade ainda enfrenta seis focos ativos, e cidades como Juína e Chapada dos Guimarães registram dois focos cada. Há também ocorrências em Guarantã do Norte, Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Tangará da Serra, Alta Floresta, Cáceres, Sinop, Colniza, Rosário Oeste, Novo Santo Antônio e outras localidades.

Nas últimas 24 horas, os bombeiros conseguiram extinguir os incêndios em Dom Aquino e Tesouro, mas permanecem em acompanhamento em Itiquira, Cláudia, Nova Maringá, Cáceres, Vila Bela e Pontes e Lacerda.

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Monitoramento por satélite e operação de fiscalização

Paralelamente ao combate direto, a Operação Infravermelho intensifica a fiscalização de queimadas ilegais. A partir da Sala de Situação Central, em Cuiabá, as equipes utilizam imagens de satélite para identificar áreas de risco e responsabilizar infratores. Atualmente, 107 focos de calor estão sob monitoramento, dos quais 23 são de uso irregular do fogo.

Mais de 200 incêndios já foram extintos no ano

Desde o início do período proibitivo do fogo, em junho, o Corpo de Bombeiros já extinguiu 201 focos ativos em diferentes regiões do estado, incluindo Cerrado, Pantanal e Amazônia. Só nas últimas 24 horas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 340 focos de calor em Mato Grosso: 179 no Cerrado, 141 na Amazônia e 20 no Pantanal.

Mais de 200 incêndios já foram extintos, mas focos seguem ativos em MT
Mais de 200 incêndios já foram extintos, mas focos seguem ativos em MT. (Foto: CBMT)

Proibição do uso do fogo e canais de denúncia

O CBMMT reforça que o uso do fogo está proibido para manejo de áreas rurais até 30 de novembro no Cerrado e Amazônia, e até 31 de dezembro no Pantanal. Nas zonas urbanas, a prática é vetada durante todo o ano.

A população pode ajudar denunciando qualquer foco de incêndio pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).

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