No Brasil, a esperança tornou-se um narcótico moral, um entorpecente coletivo que alivia a dor do presente ao preço da paralisia da ação. O brasileiro, saturado de promessas messiânicas e habituado a delegar o destino ao acaso, à providência ou ao Estado, aprendeu a esperar: e nisso se cristalizou sua estagnação histórica. Espera por um…
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